O GP de San Marino de 1994 foi um dos mais marcantes e mais trágicos da história da Fórmula 1 e do esporte a motor. 

A 14ª edição da prova no circuito de Ímola ficou marcada para sempre pelas mortes de Ayrton Senna e Roland Ratzenberger.

O 30 de abril é marcado pela morte do piloto austríaco, que tinha 34 anos naquela trágica temporada de 1994.

Nascido em 1960, Ratzenberger realizava a primeira temporada na F1. Sem ter currículo vistoso, assinou pela pequena Simtek.

Estava claro desde o começo que a jornada seria dura. No GP do Brasil, 1° do ano, Ratzenberger nem conseguiu vaga no grid.

No GP do Pacífico, Ratzenberger se arrastou no fim do grid, mas mandou bem ao terminar a prova, ainda que em 11° e último.

Ratzenberger foi para San Marino com objetivos simples: evitar erros e ver a bandeira quadriculada.

Roland começou o sábado com grandes chances de participar da corrida: Rubens Barrichello estava fora de combate após acidente na sexta.

Ratzenberger vinha rápido quando rodou na Acqua Minerale. O austríaco danificou a asa dianteira. O problema: Roland não percebeu o dano.

Com menos downforce, Ratzenberg perdeu controle. E logo na curva Villeneuve, das mais perigosas do circuito.

O piloto passou reto no trecho, que não tinha muita área de escape. O impacto lateral na Simtek foi muito forte, mas a célula de sobrevivência resistiu.

Era para ser um bom sinal, mas Ratzenberger não estava protegido. O impacto de 315 km/h rompeu a artéria aorta e causou fratura no crânio.

A equipe médica percebeu a gravidade da situação e prontamente iniciou massagem cardíaca, mas Ratzenberger chegou ao hospital Maggiore já morto.

A notícia foi um choque para a F1, que enfrentava sua primeira morte em 12 anos. E ninguém poderia imaginar o que aconteceria 24h depois...

Rudolf Ratzenberger, pai de Roland, disse ao GRANDE PREMIUM anos depois ao  que via o filho como 'gêmeo desigual' de Senna.