Endurance
11/12/2017 06:40

Chefe da McLaren aposta em Alonso nas 24h de Le Mans, mas diz que “não vai ser tão grande como em Indianápolis”

Na visão de Zak Brown, a presença de Fernando Alonso nas 24h de Le Mans é questão de tempo, ainda mais depois dos testes feitos com a Toyota em novembro. Mas o empresário norte-americano acredita que a provável participação do bicampeão mundial de F1 no endurance não teria o mesmo impacto alcançado pelo espanhol nas 500 Milhas de Indianápolis, em maio deste ano
Warm Up / Redação GP,  de Sumaré
 Zak Brown e Alonso fecham mais um acordo. Agora, com a Kimoa, marca do bicampeão (Foto: McLaren)

Um dos grandes acontecimentos — se não for o maior de todos — no automobilismo mundial em 2017 foi a presença de Fernando Alonso nas 500 Milhas de Indianápolis. A decisão do bicampeão em correr com a McLaren em associação à Andretti e à Honda em Indy chocou o mundo do esporte e mostrou o quanto o espanhol deseja a Tríplice Coroa. Seu retorno ao Brickyard não está descartado, mas também não vai ser para 2018. Seu foco está voltado para a F1, mas Alonso também contempla a possibilidade de fazer as 24h de Le Mans, ainda mais depois do teste feito com a Toyota em novembro e a disputa das 24h de Daytona, em janeiro, para se acostumar com as provas de longa duração.
 
Zak Brown, diretor-executivo da McLaren, aposta que é questão de tempo para Alonso correr em Daytona. Contudo, o norte-americano não espera que a presença do “melhor e mais completo piloto do mundo”, como ele define, em Sarthe, não vai ter o mesmo impacto e a mesma comoção mundial que teve sua presença no grid da Indy 500.
 
“Vai ser grande, mas não tão grande como Indianápolis porque ele não sairia do nada. Fernando já disse que algum dia vai correr em Le Mans e todos estão prontos. Ele já testou um carro de Le Mans e, em janeiro, vai correr em Daytona”, declarou o dirigente à revista alemã ‘Auto Motor und Sport’.
Visando Le Mans, Fernando Alonso testou em novembro o LMP1 da Toyota no Bahrein (Foto: FIA WEC)
O empresário é o grande artífice de novos tempos na McLaren. Sucessor do lendário Ron Dennis, Brown foi quem permitiu a Alonso a chance de desbravar novos horizontes e também fincar raízes na equipe britânica para tentar voltar ao topo da F1.
 
“Nunca nos questionamos sobre o que deveríamos fazer para que Alonso estivesse feliz a não ser o fato que gostaríamos de reviver a tradição da McLaren. No passado, fizemos muitas corridas fora da F1. Além disso, sabíamos que Fernando queria fazer a Indy 500, e as circunstâncias permitiram isso. Queríamos trazer um pouco de luz novamente para a McLaren”, disse.
 
Por outro lado, em que pese toda a admiração por Alonso, Brown entende que a McLaren está muito bem servida de pilotos. Para agora e também para o futuro por contar com talentos como Stoffel Vandoorne e a nova sensação britânica, Lando Norris, campeão da F3 Europeia e de partida para a F2, onde vai ser companheiro do brasileiro Sergio Sette Câmara.
 

“Acho que Fernando é o melhor e mais completo piloto do mundo. Mas Stoffel teve uma temporada muito difícil como novato pelos problemas de confiabilidade e não pilotou tanto como deveria. Ele teve de aprender muitas coisas. No entanto, na segunda metade da temporada ele esteve muito perto e foi rápido em algumas pistas. É um grande piloto e estamos felizes com ele”, destacou o chefe da McLaren ao falar do belga, além de rasgar elogios ao novato Norris.
 
“Entendo que ter Lando conosco, com propostas de outras equipes, é um problema de luxo. Lando é o maior talento do automobilismo e a próxima estrela da F1. Por isso não tenho medo do futuro. Temos um carro muito bom e esperamos com ansiedade o novo motor. Temos três excelentes pilotos e o apoio dos nossos sócios e um grupo faminto. Por mim, 2018 poderia começar amanhã”, finalizou.
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