Outrora esperança, Räikkönen não consegue levantar Ferrari e tem quase três vezes menos pontos que Massa de 2013
Kimi Räikkönen era a esperança da Ferrari para conseguir lutar novamente pelo pelo menos pelo Mundial de Construtores, mas apresenta desempenho inferior ao de Felipe Massa na comparação dos inícios de temporada dos dois
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A cobertura completa do GP da Espanha no GRANDE PRÊMIO |
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As imagens exclusivas deste domingo da F1 em Barcelona |
Kimi Räikkönen ainda não se entendeu com o carro da Ferrari em seu retorno à escuderia de Maranello. Neste domingo (11), em Barcelona, o finlandês fez sua melhor corrida em 2013, e mesmo assim chegou somente na sétima posição. Mais um sinal de como são profundas as dificuldades da equipe italiana, que não vence um campeonato desde 2008.
A sensação no fim de 2013 era que, com Räikkönen chegando, o time teria dois pilotos que garantiriam muitos pontos e possibilitariam à Ferrari lutar pelo Mundial de Construtores – algo que Felipe Massa não estava mais conseguindo fazer com o carro vermelho.
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O problema é que as cinco primeiras corridas mostraram uma situação inversa. Räikkönen tem somente 17 pontos anotados após o GP da Espanha e ocupa a 11ª posição. Na mesma altura da temporada 2013, Felipe Massa tinha 45 e um pódio.
Em parte, isso pode ser explicado por um carro ainda menos competitivo do que a F138. Porém o finlandês tem enfrentado dificuldades na readaptação e sofreu bastante no início do ano com o novo sistema de freio eletrônico, principalmente.
Para efeito de comparação em 2013, Räikkönen estava à frente até mesmo de Fernando Alonso, tendo vencido uma corrida e ido ao pódio em mais três com a Lotus. Somava 85 pontos, 13 a mais que o espanhol.

Perguntado pelo GRANDE PRÊMIO após o GP da Espanha deste domingo (11), admitiu que a Ferrari tem de trabalhar muito para voltar ao lugar de onde não deveria ter saído: a dianteira do grid.
“Qualquer coisa que tenha acontecido no passado não faz diferença. Como já disse, não estamos felizes com onde estamos como equipe. Sabemos que temos muito trabalho para fazer para alcançá-los. Se vai ser neste ano, não sei. Sabemos que estamos perdendo em algumas áreas, mas não é fácil, pois os outros times também estão avançando. É uma questão de continuar trabalhando, melhorando coisas pequenas, coisas grandes, e esperançosamente vamos chegar lá”, declarou.
Alonso está bem melhor e é o terceiro colocado no Mundial de 2014 com 49 pontos, mas gostaria é de poder brigar pela primeira posição e, por isso, adotou discurso semelhante. “Nós não estamos na posição que esperávamos. Pensamos que seríamos competitivos”, reconheceu.
“Todos os times estão enfrentando problemas, exceto a Mercedes. Mas trabalhamos duro para voltar à melhor posição. O começo do Felipe e do Kimi pode não ter sido o melhor em termos de pontos, mas esperançosamente logo estaremos de volta a uma posição para brigar por pódios, por vitórias e pelo o que der de pontos para a equipe”, falou. O bicampeão não vence há um ano, desde o GP da Espanha de 2013.
Ao avaliar a performance do ex-companheiro de Ferrari entre 2007 e 2009, Massa disse que Kimi vai precisar trabalhar muito para acompanhar o primeiro piloto do time. “Para você poder andar na frente do Alonso, tem que ter um carro perfeito e em que tudo funcione. Se não tiver, não vai ser fácil. É o que o Kimi está sofrendo”, analisou o agora piloto da Williams.
Diga-se de passagem, Massa está com menos pontos que Kimi em 2014, tendo sido prejudicado em três das cinco corridas por fatores que fugiam ao seu controle e feito uma prova aquém do esperado na Espanha.

Nos bastidores, a direção da Ferrari já se mexe para sair do buraco. Marco Mattiacci chegou para substituir Stefano Domenicali, que pediu demissão do posto de chefe de equipe, e vai ser acompanhado de perto pelo presidente Luca di Montezemolo.
O presidente não tem o hábito de viajar com freqüência para as corridas, mas prometeu ficar mais perto nos próximos meses para auxiliar Mattiacci em sua adaptação ao mundo da F1 – o novo comandante da escuderia vem do mundo dos negócios e nunca trabalhou com automobilismo antes.
Além disso, espera-se que a chegada dos projetistas James Allison e Dirk de Beer, ex-Lotus, mude o modo de pensar do departamento técnico e permita que os novos carros já saiam do papel com potencial – o que não tem acontecido nos últimos anos.
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