Ferrari ignora autocrítica e diz que Hamilton “está frustrado, mas não desmotivado”
Frédéric Vasseur ignorou os comentários autocríticos de Lewis Hamilton na Hungria e voltou a dar um voto de confiança para o heptacampeão. O chefe da Ferrari ressaltou que o piloto não está desmotivado, apenas frustrado com a situação atual
Lewis Hamilton teve mais uma corrida decepcionante pela Ferrari. No GP da Hungria deste domingo (3), terminou apenas na 12ª colocação, após largar na mesma posição. Frédéric Vasseur, chefe da equipe italiana, disse que o heptacampeão não está desmotivado, apenas frustrado com a situação atual.
O britânico aparenta estar abatido com o momento atual. Após a classificação em Hungaroring, onde ficou no Q2 e viu o companheiro de equipe Charles Leclerc fazer a pole, ele se chamou de “inútil” e sugeriu uma troca de pilotos para o time.
Após a corrida, Hamilton comentou que tem um “pressentimento ruim” dentro da Ferrari, mas que ainda não perdeu a vontade de pilotar.
Questionado sobre a situação atual de Lewis, Vasseur ignorou a autocrítica e deu outro voto de confiança a ele. “Não preciso motivá-lo. Honestamente, ele está frustrado, mas não desmotivado”, iniciou o chefe da Ferrari. “Sim, ele é exigente. Mas acho que também é por isso que ele é heptacampeão mundial. Ele é exigente com a equipe, com o carro, com os engenheiros, com os mecânicos e comigo também”, seguiu.

“Entendo perfeitamente a situação. Às vezes, você faz comentários sobre o que o piloto está dizendo no carro, mas se você colocar o microfone em outros esportistas, como jogadores de futebol e assim por diante, não tenho certeza se seria muito melhor”, explicou.
“Às vezes, logo após a corrida ou após a classificação, você fica muito decepcionado e a primeira reação é dura. Entendo a frustração, mas todos nós estamos frustrados”, apontou.
Vasseur reiterou que o fim de semana de Hamilton pareceu pior do que realmente foi, por conta da eliminação no Q2, enquanto que a volta de Leclerc foi 0s2 mais rápida e o fez avançar ao Q3.
“Quando você é heptacampeão mundial, seu companheiro de equipe está na pole position e você é eliminado no Q2, é uma situação difícil. Mas, no geral, também podemos analisar que ele estava à frente de Charles no Q1”, salientou.

“Não estávamos longe de ter os dois carros eliminados no Q2. E o resultado disso é que Charles, no final, conseguiu a pole-position. O problema é que, quando estávamos com desempenho abaixo do esperado e em risco, ele fez uma volta 0s2 mais lenta que Leclerc e foi eliminado”, encerrou o chefe da Ferrari.
Depois do GP da Hungria, a Fórmula 1 volta às pistas apenas após o recesso de verão, entre os dias 29 e 31 de agosto, para o GP dos Países Baixos, em Zandvoort.
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