Kirkwood exalta aprendizado na Foyt e apoia “ano de transição”: “Não estaria na Indy”

Kyle Kirkwood destacou que poderia estar fora da categoria se tivesse feito ano de estreia na Andretti e valorizou passagem por Foyt

Primeiro piloto a conquistar os títulos da USF2000, Pro 2000 e Indy NXT, Kyle Kirkwood chegou à Indy em 2022 pela Foyt, após ser emprestado pela Andretti. A primeira temporada na categoria foi bem diferente do esperado para um piloto com grandes feitos na base, pois o norte-americano colecionou erros e acidente. Quase no fim do quarto campeonato na categoria, o atual representante do #27 relembrou a passagem pelo time liderado por Larry Foyt e defendeu o que chamou de “ano de transição”.

Competindo por uma Foyt que se arrastava no fim do grid, a temporada de 2022 foi bem fraca para Kirkwood, o que gerou uma série de questionamentos em cima da capacidade do norte-americano e na escolha da Andretti em substituir Alexander Rossi no ano seguinte. Em 17 etapas, conquistou apenas um top-10 — no GP de Long Beach — e ficou nove vezes foram dos 20 primeiros. Entre os pilotos que disputaram a Indy 2022 de modo integral, terminou à frente somente de Dalton Kellett, companheiro de equipe.

Kirkwood destacou que seu primeiro ano em uma equipe menor foi fundamental não apenas em termos de aprendizado, mas também para sua permanência na Indy. Ligado à Andretti desde as categorias de base, o norte-americano acredita que, se tivesse iniciado diretamente pela equipe de Dan Towriss, talvez não estivesse mais na categoria.

“Se tivesse chegado direto na Andretti e tido o ano que tive na Foyt, talvez não estivesse mais na Indy. Aquilo foi importante para o que está acontecendo agora”, disse Kirkwood. “É bom ter esse ano de transição para conseguir lapidar suas habilidades e aprender sobre tudo”, completou.

Kyle Kirkwood se envolveu em diversos acidentes durante passagem por Foyt (Foto: Reprodução)

“Precisei de um ano para aprender todas as coisas diferentes que tem na Indy e não tem nas categorias de base. As grandes coisas são pit-stop, estratégia e ter dois compostos diferentes de pneus. Bem distinto de tudo o que já tinha feito. Aprendi um monte de coisas na Foyt que não saberia na Andretti. Era uma fabricante diferente de motor, outra equipe, com acertos distintos. Sensações diferentes para outras coisas”, prosseguiu.

Curiosamente, a Andretti vive para 2026 uma situação parecida com 2022. Dennis Hauger tem sido destaque da temporada 2025 da Indy NXT e está pedindo passagem na categoria de cima, mas o time tem fechado o trio do ano que vem — além de Kirkwood, Colton Herta e Marcus Ericsson possuem contrato. Entretanto, o time não tem parceria vigente com nenhum outro time.

No entanto, o atual representante do #27 encerrou dando mais um exemplo de que chegar à Indy por uma outra equipe é uma caminho interessante — inclusive para Hauger.

“Ali tive uma massiva curva de aprendizado, crucial para minha longevidade na Indy. As tantas coisas que aprendi nessas duas equipes foram muito importantes. Talvez algumas informações e dinâmicas aceleram a curva de aprendizado quando são levadas a um outro time. De muitas formas, isso é muito positivo”, concluiu Kirkwood.

Indy retorna neste fim de semana com a 15ª de 17 etapas, o GP de PortlandÁlex Palou tem a primeira chance de definir o título da temporada 2025.

▶️ Inscreva-se nos dois canais do GRANDE PRÊMIO no YouTube: GP | GP2
LEIA MAIS: Indy reprova uso de carro em anúncio de prisão para imigrantes em Indiana: “Não sabíamos”

Chamada Chefão GP Chamada Chefão GP 🏁 O GRANDE PRÊMIO agora está no Comunidades WhatsApp. Clique aqui para participar e receber as notícias da Indy direto no seu celular! Acesse as versões em espanhol e português-PT do GRANDE PRÊMIO, além dos parceiros Nosso Palestra e Teleguiado.

📩 NEWSLETTER GP

Assine e receba notícias exclusivas e bastidores das pistas diretamente no seu e-mail!