Mercedes celebra fim do efeito solo e já projeta “disputa clássica” com Ferrari em 2026

Toto Wolff, chefe da Mercedes, se empolgou e mostrou que vê Ferrari como oponente direta da Mercedes na nova era da Fórmula 1 em 2026

Chefe da Mercedes, Toto Wolff não escondeu o entusiasmo ao falar das expectativas com relação ao novo regulamento da Fórmula 1, que entra em vigor em 2026 e que vai alterar os motores e o conceito aerodinâmico dos carros. O austríaco trabalha para ver a marca alemã de volta à dianteira do campeonato, após uma desastrosa era do efeito solo, mas também já prevê o retorno de uma “rivalidade clássica”, ao apontar a Ferrari como grande favorita no próximo ano. O dirigente ainda colocou a Aston Martin como um provável nome forte da próxima geração, muito em função da Honda.

Em contraponto ao que se vê na ponta das disputas dos últimos anos, Toto excluiu a McLaren e a Red Bull como adversárias diretas na briga por títulos, ainda que a equipe inglesa seja a atual campeã entre os construtores, e que o título anteriormente tenha pertencido aos taurinos.

Quando questionado pelo jornal La Gazzetta dello Sport a respeito do oponente mais forte da Mercedes na próxima era da F1, Wolff foi direto. “A resposta é simples: Ferrari”. Em seguida, o austríaco detalhou a escolha e tentou desenhar uma possível batalha entre equipes e pilotos. “Ver a Ferrari disputando contra a Mercedes seria uma maravilha, um clássico. Lewis (Hamilton) e Charles (Leclerc) contra Kimi (Antonelli) e George (Russell), um desafio incrível”, disse o chefão das Flechas de Prata.

“Um piloto italiano contra um carro italiano, consegue imaginar isso? Eu não tenho dúvidas de que essa disputa vai acontecer, no próximo ano ou no futuro, nós vamos experienciar isso e será fantástico”, acrescentou Wolff.

Toto Wolff já celebra o fim do regulamento do efeito solo e projeta disputa clássica em 2026 (Foto: AFP)

Toto aproveitou para falar sobre as mudanças no regulamento e o fim do período do efeito solo, que não trouxe resultados promissores para a montadora alemã. “As novas regras são desafiadoras porque exigem decisões sobre onde usar a energia necessária durante a volta, isso será discutido e criticado, como qualquer nova norma na F1, mas será aceito com o tempo. Do ponto de vista da Mercedes, estou muito feliz que essa era de carros com efeito solo está chegando ao fim”, admitiu.

Por fim, o dirigente se mostrou animado para o próximo desafio com a Mercedes, equipe para a qual trabalha desde 2013. O chefe da equipe reforça o gosto por desafios, diz que a pressão é sua zona de conforto e conclui: “Se não tem pressão, eu fico entediado, sou motivado por desafios e vitórias, o resto vem em segundo plano para mim”.

Depois do GP da Hungria, a Fórmula 1 volta às pistas apenas após o recesso de verão, entre os dias 29 e 31 de agosto, para o GP dos Países Baixos, em Zandvoort.

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