Aston Martin condiciona novas atualizações a “conhecimento mais profundo” do carro na F1
Chefe de engenharia de pista da Aston Martin, Mike Krack disse que a equipe não quer repetir os mesmos erros de temporadas anteriores no desenvolvimento do carro. Assim, só vai buscar novas atualizações quando tiver dados que comprovem a direção a seguir
Equipe de profundas dificuldades de evolução na Fórmula 1, a Aston Martin tenta mudar em 2025 os processos para afinar cada vez mais o processo de desenvolvimento do carro. Segundo Mike Krack, chefe de engenharia de pista do time britânico, as experiências no passado eram feitas em um sistema de tentativa e erro; agora, o time se baseia nos dados coletados e toma as decisões com foco nisso.
Assim, o ex-chefe da equipe explicou que não serão feitas novas alterações enquanto a Aston Martin não tiver informações suficientes para saber o que precisa ser atualizado. Neste momento, a dúvida maior é sobre o assoalho do carro e quais especificações precisariam ser ajustadas na peça.
“Não vamos fazer o que fizemos no ano passado, queremos ter mais dados. As sessões de treino livre 1 são sempre muito curtas, você tem pneus diferentes, condições diferentes e não pode mudar o acerto do assoalho durante as sessões”, disse o engenheiro.
“Quando você toma esse tipo de decisão, precisa ter certeza. Caso contrário, vai levar cinco assoalhos diferentes, o que não é um problema só de logística, mas de custo também. Por isso que queremos ter um conhecimento mais profundo de nossos resultados, para tomar a decisão correta”, explicou Krack.

Na temporada atual, a equipe britânica soma 56 pontos e é a sexta colocada no Mundial de Construtores, com Fernando Alonso e Lance Stroll. O espanhol soma 26 tentos e ocupa a 11ª posição no Mundial de Pilotos, enquanto o canadense aparece em seguida, com a mesma quantidade de pontos.
“Nós temos o novo túnel de vento, obviamente, há alguns meses. Os desenvolvimentos realmente trouxeram o que esperávamos, se comportaram como esperávamos, o que é muito encorajador. É sobre ter mais dados. Acumulá-los, para reforçar a perspectiva e tomar as decisões corretas”, concluiu o engenheiro da Aston Martin.
Depois do GP da Hungria, a Fórmula 1 volta às pistas apenas após o recesso de verão, entre os dias 29 e 31 de agosto, para o GP dos Países Baixos, em Zandvoort.
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