McLaren pede produções que mostrem ‘F1 real’ e “evoluam” fãs: “Ficariam fascinados”
Zak Brown pede que transmissões e série Drive to Survive apresente lado técnico e estratégico da Fórmula 1 "na medida certa"
Zak Brown defendeu que as transmissões da Fórmula 1 e a série Drive to Survive passem a dar maior destaque à tecnologia e às estratégias utilizadas pelas equipes. O CEO da McLaren ressaltou que a produção da Netflix foi um divisor de águas para a categoria, trazendo novos públicos e ampliando o alcance da F1 em mercados estratégicos, como América do Norte. Agora, quer aproveitar esse interesse para aprofundar o entendimento dos espectadores sobre o lado técnico das corridas.
Brown destacou o volume de informações que as equipes lidam em uma corrida. Segundo ele, mostrar aos fãs o que acontece no muro dos boxes poderia aproximá-los ainda mais do funcionamento real do esporte.
“Se olharmos para como precisamos evoluir os fãs e crescer a categoria, a tecnologia e a estratégia são insanas — não existe nada igual em outro esporte. Se as pessoas tivessem uma compreensão maior do que esses carros e pilotos fazem, ficariam fascinadas. É impossível descrever a velocidade, mas existem formas de mostrar isso”, afirmou ao podcast How Leaders Lead.
“Estamos falando de terabytes de dados. A primeira vez que ouvi isso, pensei: ‘Sei o que é um terabyte’, mas não sabia, de fato. Me explicaram: ‘Zak, isso equivale a 10 milhões de documentos’. É essa a quantidade de dados que tiramos de um carro durante um fim de semana de corrida”, exemplificou.

Para o executivo da McLaren, o momento é propício para incluir mais conteúdo técnico, desde que adaptado ao nível de conhecimento de cada público.
“Agora que os fãs estão interessados e adoram o drama, os 20 pilotos, as equipes, temos de mostrar como o esporte realmente funciona, mas apresentando na medida certa. Todos ficariam fascinados se soubessem o que olho durante uma corrida no muro”, garantiu.
Por fim, também destacou o papel de Drive to Survive na expansão da base de fãs. Segundo Brown, o público nos Estados Unidos se transformou nos últimos anos.
“Se ganhasse um dólar para cada vez que alguém me disse que a Netflix fez com que começasse a acompanhar a Fórmula 1, seria incrível. Antes da aquisição pela Liberty Media, a categoria precisava melhorar entre mulheres, jovens e na América do Norte. Drive to Survive merece muito crédito nisso“, elogiou.

“A coisa mais comum que ouço em aeroportos vem de mulheres que dizem: ‘Nunca assisti F1 antes e agora adoro’. Hoje, não estamos apenas no mapa na América do Norte, somos grandes por lá — e isso é muito legal”, concluiu o dirigente da McLaren.
Depois do GP da Hungria, a Fórmula 1 volta às pistas apenas após o recesso de verão, entre os dias 29 e 31 de agosto, para o GP dos Países Baixos, em Zandvoort.
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