Williams encerra desenvolvimento de 2025 e assume risco de perder 5º lugar: “Que seja”

James Vowles diz que meta da Williams é voltar a ser campeã na Fórmula 1 e que equipe não conseguirá "enquanto brigar por uma ou duas posições" no Mundial de Construtores

A Williams está disposta a abdicar do quinto lugar no Mundial de Construtores nesta temporada para apostar todas as fichas no futuro. James Vowles revelou que a equipe já encerrou o desenvolvimento do carro de 2025 e está totalmente focada no projeto de 2026, quando entrará em vigor o novo regulamento técnico da Fórmula 1.

O time de Grove começou a temporada em alta, disputando pontos com frequência e registrando quatro corridas seguidas com os dois carros no top-10, entre Jedá e Mônaco. O bom início colocou a equipe na quinta posição do campeonato, mas a vantagem sobre Aston Martin, Sauber e Racing Bulls caiu nas últimas etapas — 25 pontos separam as quatro equipes.

Ainda assim, Vowles confirmou que a última atualização foi introduzida no GP da Bélgica. O dirigente afirmou que a decisão de parar o desenvolvimento foi tomada ainda em janeiro.

Tudo foi desligado. Já está decidido, e isso foi feito em acordo com os acionistas. Adoro que estamos em quinto neste ano, mas o objetivo é ganhar campeonatos mundiais. E não vamos conseguir isso continuando a lutar por uma ou duas posições no Mundial de Construtores“, afirmou.

Williams encerrou o desenvolvimento do carro de 2025 (Foto: Williams)

“O lugar que estamos foi resultado de alguns trabalhos feitos no túnel de vento entre janeiro e março. É isso. Não faremos mais nada, se resultar em sexto ou sétimo lugar no campeonato, que seja“, cravou.

Apesar de abrir mão de seguir no ritmo da guerra de atualizações, Vowles não se surpreende com o atual quinto lugar. Ele credita o desempenho à capacidade da Williams de aproveitar o bom momento no início do ano e reforçou que a prioridade agora é clara: construir um projeto competitivo para brigar na frente quando as regras mudarem.

“Se me perguntasse no começo da temporada, diria que seria uma disputa apertada do quinto ao oitavo lugar. Até Ímola e Miami, mostramos força, com bons resultados e sem erros. O pelotão estava compacto, e talvez tenhamos surpreendido em como conseguimos extrair e desenvolver o carro nessas etapas”, disse.

“Depois, a corrida de desenvolvimento começou, e outros adicionaram performance. A Ferrari fez um trabalho brilhante nesse aspecto. Nossa atualização em Spa nos devolveu ao top-10, mas é natural que as diferenças apareçam. Fizemos um bom trabalho quando o carro estava rápido e conseguimos aproveitar as oportunidades. Agora, é preparar o futuro“, concluiu.

Depois do GP da Hungria, a Fórmula 1 volta às pistas apenas após o recesso de verão, entre os dias 29 e 31 de agosto, para o GP dos Países Baixos, em Zandvoort.

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