Ex-engenheiro de Hamilton na F1 vira diretor de dados do Manchester United

Michael Sansoni, ex-engenheiro de desempenho de Lewis Hamilton na Mercedes, foi contratado pelo Manchester United para ser o novo diretor de dados do clube de futebol

Trocar a Fórmula 1 pelo futebol é uma mudança bastante incomum, mas foi o que Michael Sansoni realizou. Ele trabalhou por mais de uma década na Mercedes e chegou a ser engenheiro de desempenho do heptacampeão Lewis Hamilton. Agora, Sansoni é diretor de dados do Manchester United, um dos maiores clubes da Inglaterra e do mundo, que tenta recuperar os dias de glória.

O trabalho de Michael já era conhecido por Sir Jim Ratcliffe, fundador da INEOS e proprietário de 1/3 da equipe Mercedes na F1, que também tem participação minoritária no clube inglês. 

Enquanto o ex-engenheiro acumulou títulos e vitórias ao longo dos 11 anos com a Mercedes, terá agora uma outra realidade no Manchester United. Na última temporada, o clube registrou seu pior resultado na história da Premier League, o 16° lugar entre 20 times.

“Sansoni ingressou como diretor de dados, após 11 anos pela Mercedes na Fórmula 1, onde mais recentemente atuou como engenheiro sênior de desempenho e contribuiu para oito títulos no Mundial de Construtores”, iniciou o comunicado do Manchester United.

Michael Sansoni trabalhou por 11 anos na Mercedes (Foto: Reprodução)

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“Reportando-se a Omar Berrada, diretor-executivo, Sansoni será responsável por transformar as capacidades do clube em dados e inteligência artificial, aproveitando a experiência em aprendizado de máquina e modelagem avançada na Fórmula 1”, seguiu.

“Para dar suporte a esses objetivos, está previsto o recrutamento de mais profissionais para várias funções de engenharia de dados, software e plataformas nos próximos meses, à medida que Michael constrói a equipe”, finalizou o comunicado.

Em uma postagem no perfil pessoal do LinkedIn, o ex-engenheiro deu a entender que duas das contratações do clube na janela de transferências atual – Matheus Cunha, do Wolverhampton, e Bryan Mbeumo, do Brentford – foram trazidas para Old Trafford como resultado direto do trabalho inicial nos bastidores.

“Estou extremamente orgulhoso por ter entrado no Manchester United como diretor de dados. Tenho muita sorte por ter não apenas um, mas dois empregos dos sonhos. Depois de uma experiência fenomenal na Fórmula 1, é um privilégio agora fazer parte do maior clube do futebol mundial”, declarou.

Michael Sansoni desempenhou papel importante na sequência de títulos da Mercedes (Foto: Mercedes)

“Nos últimos meses, já fizemos progressos significativos. Com novas metodologias começando a tomar forma e duas contratações fantásticas, Matheus Cunha e Bryan Mbeumo, já refletindo parte desse trabalho inicial. Obrigado a todos no United que me deram boas-vindas calorosas. É uma honra estar aqui”, afirmou.

Em uma postagem de abril, Sansoni se despediu e fez agradecimentos à equipe alemã, após um teste com um carro antigo. “Após 11 anos inesquecíveis e oito campeonatos mundiais com a Mercedes, estarei de saída”, iniciou.

“Apropriadamente, tudo terminou na pista — com os engenheiros de corrida George Kurtz, Gerhard Watzinger e Valtteri Bottas, seis anos após minha primeira vez nessa função com Esteban Ocon”, destacou.

“Tive a sorte de trabalhar ao lado e aprender com os melhores: Loic Serra, James Vowles, Shov [Andrew Shovlin], Bono [Peter Bonnington] e Riccardo Musconi me impulsionaram tecnicamente e moldaram minha abordagem à engenharia no mais alto nível”, exaltou.

Michael Sansoni foi engenheiro de desempenho de Lewis Hamilton na Mercedes (Foto: Mercedes)

“Em termos de liderança, ninguém estabelece um padrão mais alto do que Toto [Wolff]. E como alguém que cresceu assistindo à Fórmula 1, nunca poderia imaginar que um dia teria o privilégio de trabalhar com Lewis Hamilton, muito menos contribuir para o sucesso da equipe”, salientou.

“Sou imensamente grato pelas experiências, lições e amizades construídas ao longo do caminho. Agradeço também a todos com quem tive o prazer de trabalhar e aprender ao longo dos anos. Foi incrível”, encerrou o ex-engenheiro.

Depois do GP da Hungria, a Fórmula 1 volta às pistas apenas após o recesso de verão, entre os dias 29 e 31 de agosto, para o GP dos Países Baixos, em Zandvoort.

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