CEO da F1 rechaça críticas aos carros de 2026 e prevê evolução: “Veremos 2 mundos distintos”
Stefano Domenicali, CEO da F1, minimizou as preocupações recentes em relação ao novo regulamento técnico, que será introduzido em 2026, e destacou a evolução que o conjunto de regras já está sofrendo
O grande ponto de discussão no paddock da Fórmula 1 durante a segunda metade da temporada 2025 será, sem grandes dúvidas, o novo regulamento técnico que será introduzido em 2026. Com parte das equipes já de olho no ano que vem e abrindo mão do campeonato atual, Stefano Domenicali, CEO da categoria, aproveitou o momento para esclarecer algumas dúvidas e também minimizar críticas de equipes e pilotos.
No fim de junho, Charles Leclerc, da Ferrari, foi o primeiro a se manifestar publicamente sobre a questão e disse que o regulamento que entra em vigor no próximo ano será “menos agradável” para os competidores. Depois, foi a vez de Lance Stroll, da Aston Martin, criticar a opção da categoria pela eletrificação e classificar as novas regras como “projeto científico”.
Apesar da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) reconhecer que os carros devem começar o ano 2s5 mais lentos em comparação com 2025, Domenicali minimizou as críticas e disse não estar preocupado com o novo regulamento.
“Absolutamente não”, afirmou o CEO da F1 em conversa com o podcast do portal The Race. “Não podemos esquecer que existem duas abordagens para novos regulamentos. Uma é tática, e as equipes estão jogando esse jogo. Isso leva a certos comentários e opiniões. Eles têm um propósito com isso, que não é exatamente o que acreditamos, mas é o que os leva a fazer alguns comentários”, seguiu.

“A segunda é porque ainda está em um caminho evolutivo. Lembro as primeiras discussões que tivemos com a FIA, as equipes e os pilotos no começo do ano. Hoje já é totalmente diferente”, garantiu.
“Então, antes mesmo de começar o novo regulamento, há uma evolução de coisas que vão na direção certa. Hoje, esse argumento de desacelerar as coisas está quase desaparecendo. Ainda existe talvez em duas ou três situações, mas estou bastante convencido de que há uma relação entre as equipes e a FIA, porque são eles que, no fim das contas, precisam garantir que esse ajuste do regulamento seja resolvido”, comentou Domenicali.
Porém, a evolução do regulamento não vai parar por aí, como assegurou o CEO da F1. Para o dirigente italiano, as equipes vão aprender cada vez mais na próxima temporada e os carros vão evoluir significativamente até o final do campeonato, gerando a impressão de “dois mundos diferentes” quando a categoria chegar em Abu Dhabi.
“É uma grande oportunidade. Há tantas coisas novas que é como um novo mundo sendo descoberto. E podemos ter boas surpresas, porque não se trata apenas das unidades de potência, nem apenas do gerenciamento de energia. Também está relacionado ao fato de que os carros serão diferentes. Então, a forma como lida com isso, a maneira como consegue fazer o acerto para não destruir os pneus. Há tantas coisas que vamos aprender no ano que vem”, explicou Domenicali.

“Tenho quase certeza de que, se fizermos duas fotos — uma na primeira corrida em Melbourne e outra na última corrida em Abu Dhabi — veremos dois mundos diferentes”, concluiu.
A Fórmula 1 volta às pistas apenas entre os dias 29 e 31 de agosto, após o fim do recesso, para o GP dos Países Baixos, em Zandvoort.
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