Haas aponta “métrica ruim” e diz que progresso em 2025 se deve a “palpite” no Japão
Ao explicar os problemas enfrentados pela Haas logo no início da temporada e a dificuldade em encontrar uma solução no túnel de vento, Ayao Komatsu falou sobre como a equipe precisou revisar o projeto do VF-25
De acordo com Ayao Komatsu, o progresso feito pela Haas ao longo das últimas corridas da temporada 2025 da Fórmula 1 se deve a um “palpite fundamentado” ainda no GP do Japão, quando a equipe precisou encontrar um novo caminho de desenvolvimento para o VF-25. O dirigente explicou que os testes em túnel de vento e via CFD (dinâmica de fluidos computacional) não estavam ajudando a encontrar o problema.
Logo no GP da Austrália, abertura do campeonato, o time norte-americano viu Esteban Ocon e Oliver Bearman sofrerem com a falta de performance, já que o carro provou ser instável em curvas de alta velocidade — algo que só foi realmente descoberto em Melbourne. Embora as suspeitas sempre apontavam para algo de errado no design do assoalho, foi difícil para a escuderia obter os dados necessários para agir corretamente.
“Simplificando, não podemos rodar o carro [atual] no chão, no túnel de vento, porque vai quebrar a esteira — mas também há certas condições que não conseguimos replicar no túnel de vento”, disse Komatsu em entrevista ao site Motorsport Week. “Temos uma métrica para avaliar essas coisas, que achávamos ser boa, porque no ano passado não tivemos esse problema”, continuou.
“Mas muitas outras equipes enfrentaram esse problema no ano passado porque estavam um pouco além do nosso limite de métrica. E, até que realmente vejamos o problema, não tem como saber. O problema específico que tivemos, na verdade, foi que não tínhamos uma metodologia para prever isso via CFD e depois interpretar corretamente os resultados do túnel de vento”, explicou.

“Depois que vimos o problema real em Melbourne, tivemos literalmente que revisar tudo o que havíamos feito no desenvolvimento do VF-24 para o VF-25, tentando entender: ‘ok, digamos que, se traçarmos esse limite aqui com base na métrica, estaria tudo bem até este ponto’ — mas claramente estava errado. Então, em termos da própria métrica que estávamos usando, não era boa o suficiente, e além disso, o limite que estabelecemos era agressivo demais”, lembrou.
“Depois que entendemos esse ponto, a questão passou a ser: como podemos modificar o carro para reduzir esse efeito? E foi isso que fizemos com a primeira etapa da correção em Suzuka. Não diria que foi um tiro no escuro, foi um palpite fundamentado, mas como eu disse, na época não tivemos tempo de testar no túnel de vento. Analisamos tudo, e com base no nosso melhor entendimento, achamos que esse era o problema”, acrescentou o chefe da Haas.
“Fizemos duas modificações para Suzuka, e depois colocamos essa peça no túnel de vento de forma retroativa — e vimos que houve melhora. Era uma hipótese, mas, claro, até começarmos a rodar em Suzuka, não tínhamos certeza. O que me deixou realmente satisfeito foi que estávamos certos: a suposição estava certa, o palpite fundamentado se confirmou”, comemorou.
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“Isso nos deu confiança de que poderíamos continuar melhorando essa condição no próximo desenvolvimento, que foi para Ímola. Talvez isso não tenha aumentado tanto o nosso ritmo absoluto, mas certamente tornou o carro mais resistente a esse tipo de situação. E aí sim podemos começar a pensar em colocar mais desempenho no carro — que foi o que vocês viram em Silverstone“, encerrou.
Com 35 pontos somados no Mundial de Construtores, a Haas ocupa a nona e penúltima colocação, à frente apenas da Alpine, que alcançou 20 tentos até aqui.
A Fórmula 1 volta às pistas após o recesso de verão, entre os dias 29 e 31 de agosto, para o GP dos Países Baixos, em Zandvoort.
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