Rasmussen resgata imprevisibilidade da Indy com arrancada à Nascar em Milwaukee
Em Milwaukee, Christian Rasmussen puxou uma arrancada incrível nas voltas finais para desbancar o imbatível Álex Palou. Em ano dominante, Indy voltou a lembrar fãs de que também pode ser imprevisível
O GP de Milwaukee da Indy não foi tão legal quanto o esperado. Especialmente porque, diferente do pensado, a imprevisibilidade pouco existiu nas primeiras 200 voltas da corrida, muito dominada por Álex Palou. Porém, existem momentos em que a Indy relembra que é uma categoria especial, e lá estava Christian Rasmussen para se tornar um improvável novo vencedor do campeonato.
A corrida contou com duas bandeiras amarelas muito cedo e que tinham toda a cara de dar um tom de uma prova caótica. Não foi bem assim, mesmo com David Malukas agindo muito bem nas voltas iniciais, com agressividade e tirando Álex Palou da frente. Porém, quando o espanhol retomou a ponta antes mesmo da janela de pit-stops, a cara era de uma prova que viraria monótona.
Eis que, a chuva surgiu. Não é a coisa mais tradicional na Indy, especialmente com os ovais, mas uma pequena garoa bagunçou completamente a corrida. O top-3, formado por Álex Palou, Scott McLaughlin e Josef Newgarden optou por não parar. Boa parte dos que estavam atrás decidiram apostar em um pit-stop adicional. Muito se apostou de que Pato O’Ward poderia ter alguma vantagem, mas quem surpreendeu foi Christian Rasmussen.
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O dinamarquês da Carpenter já tinha chamado atenção pelas disputas nas voltas anteriores. Porém, quando teve pneus novos, colocou um ritmo que ninguém na pista teve. Engoliu Josef Newgarden, Christian Lundgaard, Pato O’Ward, Alexander Rossi, Scott McLaughlin e eventualmente Palou, que sempre pareceu tão perto de estar imbatível. Porém, desta vez, não deu.
Campeão de todas as categorias de base da Indy, Rasmussen teve um início complicado na categoria, mas sempre teve o respaldo financeiro e da própria Carpenter para seguir e evoluir. O curioso é que, de início, ainda não disputava todos os ovais, por ter de dividir o carro com o chefe Ed Carpenter, que em 2025 resolveu largar mão e decidir só pela Indy 500.
E o desempenho de Christian fala por si só: top-10 nas 500 Milhas de Indianápolis, pódio em Gateway e agora a vitória em Milwaukee. Isso sem contar o par de top-10 em Iowa. É um piloto praticamente moldado para funcionar como a Carpenter deseja.
É um otimismo gigantesco tratar o domingo em Milwaukee como “nascimento de uma nova estrela” ou qualquer jargão do mesmo nível, mas a realidade é que a vitória de Rasmussen representa um momento que a Indy deixou para trás faz tempo: o da imprevisibilidade. De ver os grandões perdendo também e podendo proporcionar coisas diferentes a pilotos que você não imagina.
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