Pirelli analisa chance de corridas mais curtas na F1 e sugere pneus mais macios

Simone Berra, engenheiro-chefe da Pirelli na F1, alertou para única estratégia de uma parada caso categoria encurte corridas

CEO da Fórmula 1, Stefano Domenicali deixou claro que estuda realizar mudanças no formato do fim de semana da categoria. A mais polêmica das iniciativa é fazer as corridas mais curtas, com o intuito de abraçar um público predominantemente mais jovem que acompanha somente os melhores momentos. Porém, a possível efetivação da proposta faria com que a Pirelli tivesse um novo desafio na construção dos pneus, que teria de mudar a abordagem de modo considerável.

Atualmente, a Pirelli fornece cinco tipos de pneus para a F1 — do C1 ao C5, que representam uma escala do mais mais duro aos mais macio. A cada fim de semana, a categoria e a fabricante selecionam três compostos e definem, de acordo com a escolha, os conjuntos macios, médios e duros.

Curiosamente, a F1 teve uma das corridas mais curtas no último fim de semana, em Monza, quando Max Verstappen cruzou a linha de chegada em 1h13smin24s325 — feito possível pelas altas velocidades no autódromo italiano e devido ao fato de não terem ocorrido intervenções do safety-car. A durabilidade dos atuais compostos fizeram, novamente, a estratégia do vencedor ser de apenas uma parada na lendária pista.

Nas últimas temporadas, as etapas da Fórmula 1 possuem uma média em torno de 1h30 de duração, o que faz com que as estratégias possam variar para duas paradas em alguns dos autódromos. Isso se dá por diversos fatores, como abrasividade do asfalto, condições climáticas, tipo da pista, entre outros. No entanto, a Pirelli admitiu que se a categoria diminuir as provas para cerca de 1h, não vai importar o lugar, mas as estratégias serão resumidas à parada obrigatória com os atuais compostos.

Engenheiro da Pirelli analisa pneu em teste com Aston Martin (Foto: Pirelli)

Para mudar essa realidade — caso as corridas se tornem mais curtas — a opção será mudar toda composição dos pneus da F1, fabricando pneus mais macios.

“Caso as corridas fossem encurtadas, as equipes adotariam uma abordagem com menos gestão, isso é claro”, declarou Simone Berra, engenheiro-chefe da F1 na Pirelli. “Provavelmente a melhor relação seria adotar pneus mais macios para tentar, digamos, ter mais pit stops. É um cenário diferente do atual”, completou.

“Seria interessante simular qual seria o resultado dessa situação se fosse implementada. Mas se mantivéssemos a atual gama de compostos em corridas de uma hora, certamente veríamos estratégias de apenas uma parada praticamente em todos os casos. Portanto, sim, seria necessário desenvolver compostos mais macios”, concluiu o dirigente da Pirelli.

Fórmula 1 retorna de 19 a 21 de setembro com o GP do Azerbaijão, 17ª etapa da temporada 2025.

▶️ Inscreva-se nos dois canais do GRANDE PRÊMIO no YouTube: GP | GP2
LEIA MAIS: Briatore indica chances de manter Colapinto na Alpine em 2026: “Estabilidade”

Chamada Chefão GP Chamada Chefão GP 🏁 O GRANDE PRÊMIO agora está no Comunidades WhatsApp. Clique aqui para participar e receber as notícias da Fórmula 1 direto no seu celular! Acesse as versões em espanhol e português-PT do GRANDE PRÊMIO, além dos parceiros Nosso Palestra e Teleguiado.

📩 NEWSLETTER GP

Assine e receba notícias exclusivas e bastidores das pistas diretamente no seu e-mail!