McLaren confirma venda de 30% das ações e passa de R$ 23 bilhões em valor de mercado

Fundo soberano do Bahrein Mumtalakat e CYVN Holdings, que já detinham 70% das ações da McLaren Racing, compraram os 30% restantes e agora controlam integralmente o braço de corridas da montadora

Zak Brown confirmou que a McLaren finalizou a negociação que colocou o braço esportivo da montadora sob controle integral do fundo soberano do Bahrein Mumtalakat e CYVN Holdings, que já eram sócios majoritários, com 70% das ações. A venda de 30% restantes elevou a avaliação da equipe para US$ 4,1 bilhões (cerca de R$ 23,1 bilhões), segundo a Bloomberg.

O CEO da McLaren destacou o momento de expansão da Fórmula 1 e a estabilidade proporcionada pelas mudanças implementadas nos últimos anos. Brown ainda rebateu a ideia de que a valorização das equipes teria atingido o teto.

“Está pronto, tudo concluído. O esporte está voando. Cada métrica, a demanda por equipes. Não faz muito tempo que o Liberty Media adquiriu a F1 e instituiu o teto orçamentário, o que de certa forma garantiu estabilidade financeira e competitividade na pista. Tem sido maravilhoso. Os fãs estão comparecendo em dezenas e centenas de milhões, os patrocinadores, de uma maneira nunca vista antes. Que continue assim por muito tempo”, afirmou.

“Não estamos no teto. Se olhar para os esportes em geral — e não diria que sou um especialista em todos os esportes de forma alguma —, eles só têm subido sempre. Toda vez que há um acordo recorde em qualquer modalidade, todos dizem: ‘Isso foi loucura’. E então, quando você olha cinco anos depois, continua em alta. Então, acho que o nosso esporte, em particular, ainda tem muito espaço para crescer. Temos 24 corridas, e há demanda provavelmente para 30, a procura é forte”, argumentou.

Zak Brown acredita que F1 tem potencial para crescer ainda mais nos próximos anos (Foto: McLaren)

Brown também ressaltou a atratividade comercial da McLaren. Em agosto, a equipe papaia fechou com a Mastercard para ser patrocinadora master — no maior acordo do grid. Ele também destacou o impacto de produções fora da pista, como a série Drive to Survive, para o momento da F1.

“Nosso carro tem as melhores marcas do mundo, como Mastercard e Google. A competição é incrível. No ano passado, quatro equipes venceram e sete pilotos diferentes conquistaram várias corridas. Foi a primeira vez que vi isso em 30 anos acompanhando o esporte, então a disputa na pista é ótima”, disse.

“O drama fora dela, como captado pela Netflix, é fantástico. A demanda por GPs nunca foi tão forte, então acredito que, de muitas maneiras, o esporte está somente começando”, finalizou.

Fórmula 1 tem um fim de semana de descanso até a próxima etapa da temporada. Carros e pilotos voltam às pistas entre os dias 3 e 5 de outubro, para o GP de Singapura, com cobertura completa do GRANDE PRÊMIO.

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