Ex-dono de equipe de Fórmula 1, Enzo Osella morre aos 86 anos

Osella Corse, equipe do italiano, teve 132 corridas na F1 e terminou entre os seis primeiros — zona de pontuação da época — em três ocasiões

Enzo Osella, ex-dono de equipe que competiu na F1 na década de 1980, morreu no último sábado (27), aos 86 anos, de causas não reveladas.

Nascido em 26 de agosto de 1939, Osella se apaixonou por carros e pelo mundo das corridas logo cedo, quando trabalhou com o pai, Luigi, em uma oficina da família no centro de Turim. Um dos clientes era um piloto de rali amador, que chamou o jovem Vincenzo — seu nome de batismo — para se tornar navegador. A partir de 1957, participou de diversas provas da modalidade e mudou de banco na sequência, quando passou a competir com um Fiat 600 da irmã.

Nos anos de 1960, Osella conheceu Carlo Abarth e integrou a equipe do notável preparador de carros de Turim, ocupando diversas posições dentro da estrutura, desde mecânico a piloto de testes. Quando a FIAT comprou a Abarth, Enzo optou por seguir caminho próprio e fundou a Osella Corse, iniciativa pela qual se tornou mais conhecido.

Osella conquistou certo destaque na Europa, com títulos com carros de turismo e campeonatos de corridas de montanha, até que resolveu dar um passo ambicioso na década de 1980, quando entrou na F1.

Enzo Osella em atuação pela Osella Engineering no início da década de 2020 (Foto: Osella Engineering)

A passagem da Osella pela categoria mais popular do planeta acabou sufocada por Lotus, McLaren, Ferrari, Williams, Brabham e outras equipes de renome da época. A estreia foi no GP da Argentina de 1980 e o melhor resultado do time na F1 veio dois anos depois, quando Jean-Pierre Jarier completou o GP de San Marino na quarta posição.

Naquele mesmo ano de 1982, a Osella viveu seu capítulo mais trágico na F1. Companheiro de Jarier, Ricardo Paletti conquistou a classificação para disputar o segundo GP da carreira no Canadá. Didier Peroni, pole-position da etapa, não conseguiu fazer sua Ferrari sair do grid e foi acertado pelo italiano.

O resgate chegou rapidamente para socorrer Paletti, mas o vazamento de combustível fez o #31 da Osella pegar fogo. Após o incêndio ser cessado, os socorristas levaram cerca de 25 minutos para retirá-lo em segurança e fazer o transporte até o Royal Victoria Hospital, onde morreu pouco tempo depois.

A Osella deixou a F1 no fim da temporada de 1990. Em 132 participações, a equipe terminou três vezes entre os seis primeiros, a zona de pontuação da época, com cinco pontos registrados.

Depois da passagem pela F1, Osella passou a se dedicar à criação de protótipos para corridas de montanha, que ocuparam um espaço notável no cenário do automobilismo italiano na década de 1990.

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