Russell admite surpresa com vitória tranquila em Singapura: “Não sabemos de onde veio”
George Russell largou na pole e controlou inteiramente o GP de Singapura, marcado por extremo calor — exatamente o oposto do que gosta o carro da Mercedes. Feliz, o vencedor admitiu que ficou surpreso com tanto ritmo
Após o forte trabalho feito na classificação do último sábado (4), com um Q3 absolutamente voador, George Russell só colheu os louros no GP de Singapura deste domingo. O britânico da Mercedes manteve a liderança na largada e controlou inteiramente as 62 voltas da corrida, sem ser ameaçado rumo à segunda vitória da temporada. Segundo colocado, Max Verstappen terminou a 5s4 do vencedor, e Lando Norris completou o pódio.
Após a corrida, Russell celebrou a oportunidade de enfim subir ao lugar mais alto do pódio após um histórico acidentado em Singapura. O britânico elogiou a Mercedes pelo trabalho, mas admitiu que não tem ideia de onde surgiu o ritmo para dominar a prova. Acostumado a se dar bem no frio, o carro alemão foi o melhor do grid em condições completamente opostas.
“É incrível, especialmente depois do que aconteceu há alguns anos, foi uma oportunidade desperdiçada. Mas compensamos isso hoje. Sou muito grato à equipe, fizeram um trabalho incrível neste fim de semana. Ainda não sabemos de onde veio esse desempenho, mas estou muito feliz”, celebrou Russell.
Russell admitiu que o fim de semana não começou bem em Marina Bay, mas ressaltou que as coisas se encaixaram justamente no momento mais importante: o Q3 da classificação. Houve certa tensão com o fato de Verstappen calçar pneus macios e largar em segundo, mas George controlou o início e rumou tranquilo para a vitória.

“A sexta-feira foi difícil para mim, por várias razões, e não estava me sentindo confortável. Mas quando chegamos ao Q3, comecei a me sentir muito bem no carro, e era o momento mais importante. Fiquei um pouco nervoso no início, quando vi o Max com pneus macios, mas nosso primeiro stint foi ótimo e conseguimos estender a vantagem”, analisou.
Por fim, Russell preferiu não fazer previsões para Austin, que recebe o GP dos Estados Unidos daqui a duas semanas. Mais uma vez, o inglês ressaltou que o carro subiu de patamar em circunstâncias completamente surpreendentes, o que invalida qualquer previsão para a próxima etapa. Na visão de George, é momento de parar e tentar entender o equipamento.
“Como disse ontem: se fosse fazer uma lista de corridas que poderíamos vencer, Singapura estaria bem no final. Então, acho que precisamos sentar amanhã e terça para entender o motivo do desempenho ter sido tão bom. Espero conseguir carregar isso pelo resto da temporada, mas, realisticamente, Lando foi muito rápido hoje e ficou a 1s do Max. Nesse circuito, isso não é fácil. Vamos celebrar a performance de hoje, ainda não pensamos muito sobre Austin”, finalizou Russell.
A Fórmula 1 retorna de 17 a 19 de outubro, em Austin, palco do GP dos Estados Unidos.
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