Piastri diz que “não sabe” se toque com Norris muda regras da McLaren: “Preciso ver”
Oscar Piastri evitou críticas a Lando Norris por toque na largada e comemorou o título de Construtores da McLaren, apesar de corrida difícil em Marina Bay
Oscar Piastri deixou o GP de Singapura com sentimentos mistos. Embora tenha contribuído para a conquista do décimo título de Construtores da McLaren na Fórmula 1, reconheceu que o domingo (5) não foi dos mais tranquilos. O australiano teve um toque com Lando Norris logo na largada e, após uma corrida em ritmo consistente, mas sem chances de ultrapassagem, cruzou a linha de chegada somente em quarto, atrás do companheiro de equipe.
O incidente entre os dois pilotos da McLaren foi um dos temas mais comentados da prova em Marina Bay. Norris tocou no carro #81 na disputa pela terceira posição, e Piastri precisou lidar com danos na asa dianteira durante boa parte da corrida. Ainda assim, evitou qualquer tom de crítica.
“Foi uma corrida difícil, especialmente a primeira volta. Ainda não vi o replay, só sei o que aconteceu de dentro do carro, então vou dar uma olhada. Não foi o resultado que eu queria, mas para o time é um momento muito especial”, afirmou o australiano.
“O título é fruto de muito trabalho, não só deste ano, mas de vários. Tenho muito orgulho de fazer parte disso. É uma grande noite para toda a equipe”, emendou.
Logo após a prova, o CEO da McLaren, Zak Brown, disse que a disputa da dupla foi limpa. Questionado se concorda com a visão, Piastri garantiu não ver intenção de Norris no incidente. E ainda desconversou sobre se o episódio estabelece um novo limite na relação.
“Sim, nós corremos duro, mas de forma limpa. Não acredito que tenha havido intenção de contato, mas existiu toque. Preciso ver o replay antes de comentar mais sobre o que aconteceu. Sobre as regras internas, não sei se muda algo. Prefiro analisar antes de falar qualquer coisa”, disse.
Mesmo frustrado com o resultado, o australiano tenta tirar lições do fim de semana. Após uma sequência irregular nas últimas corridas, Piastri acredita que Singapura mostrou avanços importantes, especialmente no ritmo de classificação.
“É só aprender com o que aconteceu e ver o que dá para melhorar. No geral, o fim de semana foi muito bom. Os treinos foram positivos, a classificação também. Talvez a corrida tenha demorado um pouco para engrenar, mas o ritmo depois foi bom. Só que, aqui, é praticamente impossível ultrapassar”, concluiu.
A Fórmula 1 retorna de 17 a 19 de outubro, em Austin, palco do GP dos Estados Unidos.
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