Ferrari atribui fracasso na briga pelo vice entre Construtores na F1 a falhas técnicas

Frédéric Vasseur assumiu que Ferrari ainda não consegue extrair o máximo da SF-25 e reconheceu que falhas técnicas atrapalham disputa pelo vice-campeonato do Mundial de Construtores

A Ferrari saiu de Singapura com mais frustrações do que certezas. Após perder o segundo lugar do Mundial de Construtores para a Mercedes no Azerbaijão e ver a Red Bull se aproximar em Marina Bay, o chefe Frédéric Vasseur reconheceu que a equipe atravessa uma fase difícil e as falhas recentes comprometem qualquer ambição de terminar o campeonato em alta.

A Ferrari vem de duas provas repletas de problemas. Após começar o fim de semana em Baku com o terceiro lugar de Leclerc no TL1 e a liderança de Hamilton no TL2, o time italiano caiu vertiginosamente na classificação — o britânico foi eliminado ainda no Q2 — e foi superada por todas as rivais diretas e até por Williams e Racing Bulls no domingo.

O cenário se repetiu em Singapura, quando Leclerc e Hamilton ficaram em segundo e quarto lugares no TL1, mas fecharam o fim de semana somente em sexto e oitavo — respectivamente. A Ferrari sofreu com problemas nos freios, que o próprio Vasseur reconheceu terem limitado as chances de um bom resultado na cidade-estado asiática.

O chefe da equipe lamentou os contratempos enfrentados nas duas últimas etapas, especialmente os problemas de freios que limitaram o desempenho em Singapura. E reconheceu que será difícil conquistar o vice-campeonato de Construtores.

Lewis Hamilton sofreu com problema nos freios desde o início do GP de Singapura (Foto: AFP)

“Não esperávamos ter tantos problemas. O ritmo não era ruim, mas tivemos de gerenciar a corrida inteira. São dois fins de semana em que começamos bem, mas não conseguimos entregar o que o carro pode dar”, afirmou.

“Queremos atacar, mas é difícil com tantos fatores a gerenciar. Se não corrigirmos essas falhas, não teremos como lutar. Precisamos entender as causas e trabalhar nelas”, reconheceu.

Desde as voltas iniciais, Leclerc e Hamilton receberam a ordem para realizar procedimento de lift and coast a fim de controlar as temperaturas. O método, que exige tirar o pé do acelerador antes das frenagens, acabou comprometendo o ritmo de prova.

“Desde o segundo ou terceiro giro tivemos de começar o lift and coast e isso durou até o fim”, explicou Vasseur. “Não é fácil pilotar assim: você perde tempo, precisa mudar o ponto de frenagem, ajustar equilíbrio entre dianteira e traseira e mexer no volante o tempo todo. Quando pudemos forçar, o ritmo era bom, mas em 95% da corrida tivemos de administrar”, concluiu.

Fórmula 1 retorna entre os dias 17 e 19 de outubro no Circuito das Américas, em Austin, que é sede do GP dos Estados Unidos, a 19ª etapa da temporada 2025.

▶️ Inscreva-se nos dois canais do GRANDE PRÊMIO no YouTube: GP | GP2

Chamada Chefão GP Chamada Chefão GP 🏁 O GRANDE PRÊMIO agora está no Comunidades WhatsApp. Clique aqui para participar e receber as notícias da Fórmula 1 direto no seu celular! Acesse as versões em espanhol e português-PT do GRANDE PRÊMIO, além dos parceiros Nosso Palestra e Teleguiado.

📩 NEWSLETTER GP

Assine e receba notícias exclusivas e bastidores das pistas diretamente no seu e-mail!