Williams atribui queda de Colapinto em 2024 a interesse da Red Bull: “Pressão aumentou”
James Vowles, chefe da Williams, disse que Franco Colapinto é um piloto rápido, mas a pressão para se manter no grid atrapalhou o rendimento na Fórmula 1
A estreia de Franco Colapinto pela Williams na Fórmula 1 em 2024 ficou marcada por altos e baixos. Depois de impressionar nas primeiras cinco aparições, as outras quatro etapas ficaram marcadas por acidentes. E de acordo com o chefe James Vowles, a oscilação no desempenho foi fruto da pressão por uma vaga em 2025. O interesse da Red Bull, inclusive, foi um dos fatores que atrapalharam o argentino.
Depois dos inúmeros acidentes, a Williams demitiu Logan Sargeant e promoveu Colapinto para a vaga ao lado de Alexander Albon em 2024. O argentino, que fazia campanha decente na Fórmula 2, sequer era cotado para subir para a F1, mas surpreendeu logo nas primeiras corridas. Na estreia, no GP da Itália, não pontuou, mas conseguiu um sólido 12º lugar. Na etapa seguinte, no Azerbaijão, foi aos pontos pela primeira vez com o oitavo lugar.
No exaustivo GP de Singapura, passou perto dos pontos ao concluir em 11º e voltou ao top-10 no GP dos Estados Unidos. As atuações chamaram a atenção de todos no paddock, mas a Williams não podia seguir com Colapinto para 2025, uma vez que já tinha contrato com Carlos Sainz e Albon. A Red Bull então entrou na jogada e confirmou o interesse no argentino.
Desde então, o rendimento de Colapinto na F1 caiu e as etapas no Brasil, Catar e Abu Dhabi ficaram marcadas por acidentes e abandonos. Em entrevista ao podcast da F1 Beyond the Grid, Vowles reconheceu que os erros foram fruto de uma pressão para se manter no grid em 2025.

“A pressão que sentia era: ‘preciso provar ao mundo que sou rápido o suficiente para conquistar uma vaga na Fórmula 1 em 2025’. E as situações de acidente começaram a se repetir. Mas em Monza, na estreia, foi fantástico. Em Baku foi excepcional. Ele fez um ótimo trabalho, e não demorou para se adaptar”, disse o chefe da Williams.
“Desfocado? Não. Mas se teve alguma influência? Com certeza. Quando se quer tanto algo, às vezes não se consegue atingir o mesmo nível de antes. E é fácil passar dos limites com esses carros. É provavelmente o erro mais comum que todos cometemos. Mas é difícil de evitar. Mas ele ainda é muito rápido”, finalizou Vowles.
A Fórmula 1 retorna entre os dias 17 e 19 de outubro no Circuito das Américas, em Austin, que é sede do GP dos Estados Unidos, a 19ª etapa da temporada 2025.
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