Chefe da Mercedes surpreende e diz que arquirrival Horner faz falta à F1: “Bom vilão”

Chefe da Mercedes, Toto Wolff afirmou que Christian Horner exercia papel importante no paddock e reconheceu sucesso do ex-rival na Fórmula 1

Toto Wolff reconheceu que a Fórmula 1 sente falta de Christian Horner, demitido do cargo de chefe da Red Bull em julho deste ano. O chefe da Mercedes afirmou que o ex-rival exercia papel importante dentro do paddock — o de vilão — e destacou não haver mais nada a provar, colocando em xeque um possível retorno à categoria.

Horner, de 51 anos, os termos de sua rescisão contratual com a Red Bull, e o acordo foi formalizado no mês passado. Conhecido por ser um dos personagens mais provocativos e midiáticos da F1, o britânico teve diversos embates públicos com Wolff, especialmente durante a intensa disputa pelo título de 2021.

Em entrevista à revista alemã Sport Bild, Wolff foi questionado se sentia falta de Horner no dia a dia da categoria e respondeu com sinceridade. O dirigente destacou que a presença de figuras fortes é essencial para o entretenimento e o dinamismo da F1.

“Dizer que sinto falta dele seria um pouco de exagero. Mas, definitivamente, é diferente sem Christian. Ele faz falta à F1”, afirmou.

Christian Horner deixou a Red Bull em julho desde ano (Foto: Red Bull Content Pool)

“Precisamos de personalidades neste esporte. Tem de haver um vilão. Christian sempre foi bom nisso, porque se sentia confortável nesse papel. Dominava o jogo com as câmeras e sabia como usá-las a seu favor. Isso está um pouco em falta agora, porque no momento não há atrito”, afirmou.

Nos bastidores, especula-se que Horner planeja retornar à categoria, mas em novo papel: o de proprietário ou coproprietário de equipe — formato semelhante ao do próprio Toto na Mercedes. Nas últimas semanas, o nome do ex-dirigente foi ligado a diversas escuderias. A Aston Martin deixou portas abertas para negociar, mesma postura adotada pela Williams. Enquanto isso, a Haas relevou já ter sido procurada pelo ex-dirigente.

Apesar do burburinho no paddock, Wolff acredita que somente o próprio britânico pode decidir se quer retornar à categoria.

“Ele precisa decidir isso por conta própria. Não sei se sente que ainda tem algo a provar e quer mostrar isso a todos. De qualquer forma, já mostrou que sabe conquistar vitórias e títulos. Não dá para negar o sucesso dele”, concluiu o dirigente da Mercedes.

Fórmula 1 retorna entre os dias 17 e 19 de outubro no Circuito das Américas, em Austin, que é sede do GP dos Estados Unidos, a 19ª etapa da temporada 2025.

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