Como Mercedes e Red Bull contornaram rigidez sobre asas dianteiras em Singapura
Desde que a diretiva técnica que controla a flexão das asas dianteiras passou a valer na F1, equipes como Red Bull e Mercedes trabalham em formas de explorar áreas cinzentas, e tudo indica que o objetivo foi mais uma vez alcançado
Não foi por acaso que Red Bull e Mercedes tiveram um salto significativo de performance no seletivo traçado urbano de Singapura, que recebeu a Fórmula 1 há duas semanas e viu George Russell conquistar a segunda vitória para os alemães no ano. E as atualizações introduzidas nos carros não apenas surtiram o efeito desejado, como também mostraram que ainda há espaço para explorar um recurso que deu o que falar no ano passado e gerou a implementação de uma diretiva técnica em vigor desde o GP da Espanha: a flexão das asas dianteiras.
O adendo ao regulamento técnico passou a valer em Barcelona, pista que sempre marca na temporada a inserção de grandes pacotes de novidades nos carros. Desde então, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) decidiu endurecer os testes de flexibilidade, estabelecendo 10 mm como limite de variação vertical — 5 mm a menos que o anterior — da asa dianteira mediante peso de 100 kg. Ainda, aletas e coisas do tipo só podem ter flexão de até 3 mm.
Na ocasião, Red Bull e Ferrari foram as ponteiras que mexeram nas asas dianteiras para se adequarem à diretiva, com a McLaren atualizando a peça na etapa anterior, na Emília-Romanha, e embora a Mercedes não tenha levado novidades para a frente do carro na Espanha, também passou a trabalhar a dianteira nos GPs seguintes para otimizar a pressão aerodinâmica.
O portal inglês The Race, então, publicou no fim de semana análise das asas de Red Bull e Mercedes levadas para Singapura indicando alterações cruciais para conseguir flexões estratégicas sob determinadas cargas sem ferir a inspeção técnica da FIA. No caso da peça usada exclusivamente por Max Verstappen em Marina Bay, houve uma mudança no posicionamento dos ganchos que prendem os flaps para manter a estruturação, trabalhando a flexibilidade.

O texto, porém, afirma que a sacada está no tipo de material usado para recuperar um nível de aeroelasticidade suficiente para contornar a diretriz do órgão regulador. O The Race fala ainda que a Mercedes trabalha numa forma de replicar os níveis de flexibilidade pré-Espanha na asa dianteira desde a primavera europeia. O foco passou a ser principalmente o flap em vez do corpo todo da asa.
O portal italiano AutoRacer deu mais detalhes e explicou em análise que os flaps da asa usada pela Mercedes flexionavam para trás conforme a velocidade aumentava. O time de Brackley ainda contou com o menor desgaste dos pneus para encontrar o ritmo ideal que levou Russell à pole e à vitória.
A exploração dessa área cinzenta da diretiva técnica também explica o porquê de a Ferrari ter ficado para trás, agora sendo ultrapassada pela Mercedes no Mundial de Construtores. Ao contrário das rivais diretas, o time de Maranello ajustou a frente do carro dentro das novas determinações da FIA e resolveu trabalhar a parte traseira, mexendo não apenas na asa, mas principalmente na suspensão. Como a aposta não se pagou, os esforços já estão voltados para o projeto de 2026, tanto que a Ferrari decidiu suspender a atualização que levaria para o assoalho no Azerbaijão.
A publicação italiana diz ainda que a Ferrari entende que está ficando para trás justamente no entendimento das aletas flexíveis, por isso não tentou buscar recursos que fossem capazes de contornar a diretiva da FIA, ao contrário de Mercedes e Red Bull.
A Fórmula 1 retorna neste fim de semana, de 17 a 19 de outubro, nos Estados Unidos, 19ª etapa da temporada 2025. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificações, sprint e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV. Além da cobertura tradicional, o GRANDE PRÊMIO estará IN LOCO em Austin para acompanhar todas as emoções da etapa com o repórter Leonid Kliuev.
GP dos Estados Unidos de F1: veja os horários em Brasil, Cabo Verde, Portugal, Angola e Moçambique:
| Sessão | BRA* | CBV | POR ANG | MOZ |
| Treino livre | 14:30 | 16:30 | 18:30 | 19:30 |
| Classificação sprint | 18:30 | 20:30 | 22:30 | 23:30 |
| Corrida sprint | 14:00 | 16:00 | 18:00 | 19:00 |
| Classificação | 18:00 | 20:00 | 22:00 | 23:00 |
| Corrida | 16:00 | 18:00 | 20:00 | 21:00 |
*Horário de Brasília
▶️ Inscreva-se nos dois canais do GRANDE PRÊMIO no YouTube: GP | GP2
🏁 O GRANDE PRÊMIO agora está no Comunidades WhatsApp. Clique aqui para participar e receber as notícias da Fórmula 1 direto no seu celular!
Acesse as versões em espanhol e português-PT do GRANDE PRÊMIO, além dos parceiros Nosso Palestra e Teleguiado.
📩 NEWSLETTER GP
Assine e receba notícias exclusivas e bastidores das pistas diretamente no seu e-mail!