Chefe da Williams antevê disputa interna e projeta limites: “Equipe é maior que os pilotos”

James Vowles, chefe da Williams, falou sobre como pretende lidar com uma possível disputa interna entre Carlos Sainz e Alexander Albon no futuro e lembrou os anos de experiência que acumulou na Mercedes com Lewis Hamilton e Nico Rosberg

A Williams é uma das equipes que mais evoluiu nos últimos anos e, com Carlos Sainz e Alexander Albon no volante, a expectativa é de que seja um time capaz de brigar por vitórias caso siga nessa curva íngreme de desenvolvimento. Porém, o sucesso de um time na Fórmula 1 traz junto de si a possibilidade de uma disputa interna acalorada, algo com a qual James Vowles acredita estar pronto para lidar.

O chefe da Williams disse em conversa com o podcast Beyond The Grid, da F1, que acredita estar pronto para trabalhar com Albon e Sainz brigando entre si por posições mais altas do pelotão. A ideia de Vowles é criar uma estrutura que permita uma disputa entre os pilotos, mas com limites que garantam bons resultados para a equipe.

De momento, a Williams já somou 102 pontos na temporada 2025 da Fórmula 1 e ocupa a quinta colocação do Mundial de Construtores. Albon tem 70 destes tentos e está em oitavo entre os Pilotos, enquanto Sainz tem 32 e aparece em 12º.

“Tenho confiança de que posso criar uma estrutura que permita que eles se desafiem mutuamente, desafiem a si mesmos e à equipe — mas de uma forma coesa, voltada para o resultado. Estou muito confiante nisso”, detalhou Vowles.

James Vowles já pensa em como lidar com disputa interna entre Albon e Sainz (Foto: Gabriel López/Grande Prêmio)

O chefe da Williams, obviamente, tem muita experiência nesse assunto, já que teve de lidar com a dupla Lewis Hamilton e Nico Rosberg na Mercedes. No entanto, à época, Vowles acredita que ainda era muito imaturo para conseguir criar essa estrutura que visa implementar na equipe britânica.

“Eu faria isso mais da forma como aprendemos a lidar nos últimos anos. Acho que eu era muito inexperiente em 2014, 2015. A estrutura estava longe de ser robusta e forte o suficiente para lidar com dois potenciais campeões mundiais, que é o que eles são. Aprendi muito com isso. E mudamos bastante a maneira como lidamos com as coisas em 2016, 2017, 2018 e até mesmo até 2021”, explicou Vowles.

“Então, tive o benefício de todo aquele aprendizado no fim daquela jornada, e também o aprendizado adicional que acumulei desde então. Portanto, haverá refinamentos”, seguiu.

“Pilotos são como qualquer atleta de elite. Eles querem ter algo que lhes permita explorar os limites, mas de uma forma em que compreendam quais são esses limites — para que, quando os ultrapassarem, exista um mecanismo de correção. Então, a estrutura não tem o objetivo de restringi-los, mas de lhes dar parâmetros dentro dos quais, como esportistas, eles possam se esforçar ao máximo — mas, pelo menos, agora sabendo onde está o limite, porque sem orientação, esse limite poderia estar em um lugar muito diferente”, complementou Vowles.

James Vowles era estrategista da Mercedes durante os anos de rivalidade entre Hamilton e Rosberg (Foto: Mercedes)

Nesta temporada, a principal disputa interna na Fórmula 1 se encontra na McLaren, com Oscar Piastri e Lando Norris brigando pela liderança do Mundial de Pilotos. Para Vowles, a equipe papaia tem regras similares às que pretende ter na Williams para garantir que “a equipe seja maior do que os dois pilotos”.

“Acho que a McLaren também tem essa regra: vocês não se tiram da corrida. Não se prejudicam. Não empurram um ao outro para fora da pista. Estamos aqui como uma equipe, e a equipe é maior do que vocês dois. E, se vocês estão vencendo um campeonato ou lutando por um, isso é o resultado de todos nós trabalharmos juntos neste momento — não apesar disso”, comentou Vowles, que está tão comprometido com a ideia de não permitir acidentes entre os pilotos que estaria disposto a suspendê-los em caso de descumprimento dessa ordem.

“Essa é a regra central que não se pode ultrapassar. E falei sobre 2016 — ou sobre o que aprendi: é preciso ser extremamente claro nisso, tão claro que todos entendam que, quando ultrapassam esse limite, as consequências são graves. A punição mais severa não estar no carro na próxima corrida. Se tiver dois pilotos se empurrando a tal ponto que acabam batendo um no outro mais do que terminando corridas, sim, seriam suspensos”, finalizou.

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SessãoBRA*CBVPOR
ANG
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Corrida sprint14:0016:0018:0019:00
Classificação18:0020:0022:0023:00
Corrida16:0018:0020:0021:00

*Horário de Brasília

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