Russell revela solidão e inseguranças na infância: “Tinha medo da minha sombra”

George Russell contou como a decisão de seguir carreira no automobilismo o fez ter uma infância marcada por solidão e insegurança

Com o sonho de seguir carreira no automobilismo e, um dia, chegar à Fórmula 1, George Russell enfrentou diversos sacrifícios no início da trajetória. Ao lembrar da infância, afirmou ter sido uma criança cheia de inseguranças e que passava a maior parte do tempo sozinha em casa.

Na coluna do The Players Tribune desta quinta-feira (16), Russell contou como o sonho de chegar à F1 tornou a infância um pouco mais difícil. Por se tratar de um esporte de custo elevado desde as categorias de base, George lembrou que o pai precisava trabalhar o dia inteiro para arcar com as despesas das competições. Além disso, a diferença de idade inviabilizou um convívio mais próximo com os irmãos.

“Meu pai trabalhava na agricultura, tinha o próprio negócio e ficava fora o dia todo para sustentar meus sonhos de corrida. Ele já tinha ido trabalhar antes de eu acordar, e quando voltava, eu já estava na cama. Então, sempre que não estávamos na pista nos fins de semana, ficava meio que pensando: ‘Onde está meu pai?’”, lembrou Russell.

“Tenho um irmão, Benji, 12 anos mais velho, e minha irmã, Cara, 13 anos mais velha. Então, quando criança, éramos só eu e minha mãe em casa. À noite, os pássaros cantavam o tempo todo, mas não eram pássaros simpáticos. Parecia uma casa mal-assombrada. De vez em quando, eu assistia TV sozinho e ficava com medo”, contou Russell.

Apesar das dificuldades na infância, George Russell alcançou o sonho de correr na F1 (Foto: AFP)

Além da solidão em casa, Russell não conseguiu criar muitos laços com as outras crianças da época da escola. Afinal, não podia encontrar com os colegas nos fins de semana, porque participava das competições. O piloto reconheceu que a solidão gerou medos e inseguranças no cotidiano.

“Se visse um par de faróis passando pela janela, pensava: ‘O que está acontecendo?’. Um único carro, e ficava nervoso. Qualquer barulho, qualquer rangido na casa, pensava: ‘Algo está acontecendo’. Eu tinha medo da minha própria sombra, basicamente. E provavelmente nem percebi na época, mas, olhando para trás, fui uma criança meio solitária”, lembrou o piloto da Mercedes.

“Não tinha muitos amigos na escola porque todo fim de semana, quando outras crianças faziam aniversário ou iam à casa dos amigos, eu estava na pista. Com o tempo, os convites pararam de chegar. Sabia o motivo, claro, mas meu foco estava em outro lugar. Isso não significava que eu não tivesse vontade de ter amigos, como todos nós temos”, finalizou Russell.

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SessãoBRA*CBVPOR
ANG
MOZ
Treino livre14:3016:3018:3019:30
Classificação sprint18:3020:3022:3023:30
Corrida sprint14:0016:0018:0019:00
Classificação18:0020:0022:0023:00
Corrida16:0018:0020:0021:00

*Horário de Brasília

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