Russell fala em “procissão” no GP dos EUA e critica F1: “Tudo se resolve na classificação”
Após perder duas posições logo na primeira curva da corrida deste domingo (19), George Russell destacou a competitividade entre as equipes e disse que é muito difícil ultrapassar na Fórmula 1 atual
De acordo com George Russell, o início ruim no GP dos Estados Unidos deste domingo (19) acabou comprometendo bastante o restante da corrida. O britânico apontou a alta competitividade entre as equipes neste momento da temporada 2025 da Fórmula 1 e ainda apontou Las Vegas e Catar como lugares mais prováveis para conseguir voltar a vencer com a Mercedes.
Depois de conquistar o quarto lugar no grid de largada, o dono do W16 #63 perdeu duas posições, para Lewis Hamilton e Oscar Piastri, logo na curva 1. Ao cair para a sexta colocação, não foi capaz de se recuperar e cruzou a linha de chegada no mesmo lugar, 33s456 atrás de Max Verstappen, que venceu a prova e colocou fogo na briga pelo título do Mundial de Pilotos.
“Há apenas 0s3 entre o carro mais rápido e o mais lento entre os seis primeiros, e normalmente você precisa de pelo menos 0s5 a mais para conseguir uma ultrapassagem. Se eu tivesse saído da curva 1 em terceiro lugar, teria ido ao pódio hoje. Mas saí em sexto — e terminei em sexto”, disse Russell em entrevista à emissora Sky Sports.
“A Red Bull vai estar à nossa frente. As coisas mudam muito rápido. A Ferrari largou em nono e décimo na sprint — se fosse a corrida principal, isso teria nos rendido muitos pontos e eles teriam tido um fim de semana ruim. Como eu disse, são margens muito pequenas. Se eu tivesse sido 0s02 mais rápido na classificação de ontem, estaria na primeira fila e provavelmente teria terminado em segundo na corrida”, analisou.

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“A classificação é decisiva, a curva 1 é decisiva, e sinceramente, nem me lembro da última corrida de duas paradas na F1. Infelizmente, está parecendo uma procissão”, continuou o britânico, que ainda apontou os lugares em que acredita que a Mercedes pode vencer, assim como foi no Canadá e em Singapura.
“Acho que Catar e Las Vegas são, realisticamente, nossas duas melhores chances. Mas, de novo, tudo se resume à volta na classificação. Tudo depende daquela volta. Se conseguir uma volta forte e largar na primeira fila, dá para manter a posição. Se não, vai ser igual no México. Tudo vai se decidir no Q3 — e depois a corrida segue seu curso”, concluiu.
A Fórmula 1 volta de 24 a 26 de outubro com o GP da Cidade do México, no Autódromo Hermanos Rodríguez.
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