5 coisas que aprendemos com o GP da Cidade do México da Fórmula 1 2025
Lando Norris intocável, Max Verstappen humano e Oscar Piastri agora caçador. O que aprendemos com o GP da Cidade do México de Fórmula 1
Longos meses depois, o Mundial de Fórmula 1 tem um novo líder. Lando Norris dominou o GP da Cidade do México deste domingo (27) de maneira taxativa, abriu 30 segundos do restante do pelotão e garantiu a sexta vitória da temporada. Com as dificuldades que companheiro de equipe apresentou, agora está na frente num sprint que conta com apenas mais quatro paradas.
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O que se viu dos dois outros postulantes ao caneco foi pressa para mitigar o prejuízo pelo domínio de Norris. Max Verstappen negociou com as limitações da Red Bull, ainda um tanto misteriosas na capital mexicana, e ficou na terceira colocação. Oscar Piastri, como numa gangorra, despencou e recuperou algum campo perdido. Agora terá de responder partindo de uma posição diferente.
A corrida, que teve uma largada caótica, contou com discordâncias quanto a punições, Ferrari no pódio e Gabriel Bortoleto nos pontos. Teve, ainda, Oliver Bearman batendo na trave para conquistar o primeiro pódio na Fórmula 1, que agora retorna no Brasil. O GRANDE PRÊMIO separou cinco lições deixadas pelo GP da Cidade do México.

NORRIS ENTRA NA DANÇA
Se todo o papo no fim do sábado era de que Norris precisava completar o grande trabalho da classificação, foi justamente isso que aconteceu. Largou como um oásis de tranquilidade em meio à tempestade de areia dos desafiantes, manteve a dianteira e venceu por 30 segundos, tomando a liderança do campeonato pela primeira vez em seis meses. A vantagem é de apenas um ponto, mas Norris mostrou, na hora mais sombria, a resposta que até hoje não tinha sido capaz de dar. Era esse piloto que tanto se cobrava. É essa a versão que precisa aparecer nas próximas quatro corridas para terminar com o caneco.
PIASTRI AGORA PERSEGUE
É ponto pacífico que o peso da liderança do campeonato se tornou grande demais para as costas jovens de Piastri. Há mais de um mês, o piloto que liderou a Fórmula 1 por um semestre inteiro mostrava tombar com a responsabilidade dos golpes finais em suas mãos, sobretudo com caçadores armados até os dentes e cada vez mais próximos de si. Após um sábado terrível, o domingo apresentou até certa resposta: conseguiu atacar uma porção de gente e recuperar posições. Não dá para superestimar o que aconteceu, mas agora Piastri se vê livre do peso do comando. É um caçador a mais, camuflado na noite e sonhando com um bote para ser campeão.
VERSTAPPEN HUMANO
Verstappen cortou curva duas vezes, deu sorte de não perder posição e mostrou claramente estar incomodado com o carro e a situação. Depois de tirar 57 pontos da diferença que havia para o líder do campeonato, passou a ser visto como favorito, mas ainda tinha uma barreira de 40 tentos pela frente. Muito provavelmente, precisava que tudo jogasse a seu favor, algo que não acontecia no México. Os sobressaltos vieram. O engraçado é que Verstappen diminuiu a vantagem para a liderança do campeonato após o México para 36 pontos. O líder é que mudou, contudo. A conta para o penta é bastante apertada.
BEARMAN!
Muita gente saiu do México com certas dúvidas sobre as decisões do comissários — que não estão na lista porque a FIA terá alguns dias para justificar. Talvez a principal delas tenha sido a punição a Hamilton, após sair da pista e levar vantagem durante disputa de posição contra Verstappen. A questão é que a punição aconteceu somente porque Bearman fez ultrapassagem de gente grande no momento imediatamente seguinte a Hamilton passar no gramado. Não tivesse acontecido, Lewis teria novamente deixado Max aproximar. Enfim, foi isso. Bearman bateu no pódio de conquistar o primeiro pódio da história da Haas, uma pena, mas dava para imaginar que alguma coisa aconteceria. Nesta seção 5 Coisas publicada 24 horas atrás, avisamos: Oliver voou nas simulações de corrida. É muito bom piloto, Oliver Bearman.

ALPINE E AS PROFISSIONAIS
Em algum momento durante a corrida, o olho correu para todas as distâncias entre pilotos que ainda estavam na pista. Inocentemente, quase tombei para trás quando vi a diferença que a dupla da Alpine tinha para os outros pilotos todos. Pierre Gasly chegou 37 segundos atrás de Lance Stroll, 14º colocado na prova. Franco Colapinto ficou quase junto do companheiro. Todo mundo que ficou atrás não recebeu a bandeira quadriculada. O desempenho, uma vez mais, foi de equipe nanica e com decisões bisonhas com pneus e estratégia. Uma diferença quase espiritual para as outras equipes, que são profissionais.
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