Piastri leva duro golpe de Norris e tem São Paulo como chave para redenção
Oscar Piastri viu um título encaminhado derreter nas próprias mãos. Agora, australiano encara o companheiro de equipe no "teatro dos sonhos" da Fórmula 1 correndo contra o tempo pela redenção
Quando o motor da McLaren de Lando Norris começou a esfumaçar em Zandvoort, dois meses atrás, o cenário parecia muito claro: Oscar Piastri seria o campeão da Fórmula 1 2025. Não apenas pelo infortúnio do companheiro de equipe, mas também pela regularidade, a frieza e a capacidade de crescer com o carro mais dominante do grid. Eram 7 vitórias contra 5 de Lando. E naquele momento, uma vantagem maior do que 1 corrida na pontuação.
Cinco corridas depois, o cenário mudou. Piastri viu a vantagem construída em cima de Lando ser desmontada pouco a pouco. E ainda arranjou para cabeça ao ver Max Verstappen, outrora 104 pontos atrás, agora apenas 35 tentos perto. Desde que inexplicavelmente aceitou uma ordem de equipe no GP da Itália para “corrigir o erro” da McLaren, que vacilou em um pit-stop de Lando, Oscar desapareceu.
Quando cedeu 3 pontos para Norris em Monza, Piastri foi defendido por muitos que acreditavam que o australiano estava sendo boicotado internamente mesmo fazendo uma temporada muito melhor que Lando. Desde lá, tenta dar demonstrações de que é mais assertivo e mais piloto. Não consegue. Tudo começou com o desastroso fim de semana no Azerbaijão, onde sua corrida durou menos que meia volta.
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Em Singapura, mais demonstrações de nervosismo ao sofrer um toque de Lando Norris na largada e permanecer o restante da corrida reclamando. Quando, internamente, a McLaren optou por punir Norris, o australiano não mostrou conforto algum, com uma largada equivocada na corrida sprint do GP dos Estados Unidos que eliminou os dois carros do time e abriu o tapete vermelho para Verstappen jantar parte dessa vantagem.
Tanto se falou de Max e a campanha do penta. Afinal, é inegavelmente mais atrativo. Ninguém gosta de dinastia, desde que o nome dominante precise ralar. Que história seria melhor para 2025 do que Verstappen descontando uma vantagem de mais de 100 pontos para o quinto título mundial? E pelo nível que o neerlandês vinha apresentando, era muito plausível pensar nesta possibilidade.
Mas o que ninguém reparou neste intervalo é que Norris, que tanto é tachado de “pipoqueiro”, vinha sorrateiramente cortando também a vantagem de Piastri. Aqueles 34 pontos depois de Zandvoort tinham virado 14 antes da Cidade do México. Lando precisava de apenas uma grande performance para virar uma ameaça muito mais forte que Verstappen. Ele conseguiu. E Oscar fracassou mais uma vez.
Ainda não está tudo perdido para Piastri. O próximo embate deste trio pelo título da Fórmula 1 acontece em Interlagos, o teatro dos sonhos do automobilismo. Mais do que uma vitória, a situação anímica do campeonato pode mudar em uma pista que tem, sim, seu fator místico e é capaz de separar os homens dos meninos, independente de resultar em título ou não.
O cronômetro está contra Piastri, que tem quatro corridas para demonstrar que é muito mais o piloto que vimos na Arábia Saudita e Miami em vez do inexperiente que durou meia volta em Baku. Nem tudo está perdido ainda para o australiano. Mas ele precisa, urgentemente, responder. E se não acontecer em São Paulo, tudo se complica.
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