Clã Andretti encerra sequência de 47 anos na Indy 500 com aposentadoria de Marco

O sobrenome Andretti não deve aparecer nas pistas da Indy 500 por um bom tempo. Qual será o futuro da tradicional família no automobilismo?

O sobrenome Andretti é reconhecido por todo o mundo do automobilismo, principalmente pelos feitos de Mario, campeão da F1 em 1978, tetra da Indy e vencedor das 500 Milhas de Indianápolis de 1969. Apesar de uma outra porção de familiares terem sucesso nas pistas, os triunfos se resumiram aos Estados Unidos. Porém, após destaques sob os holofotes, a família de origem italiana entra em um “buraco” quando o assunto é Indy 500. Com a aposentadoria de Marco, anunciada nesta quarta-feira (29), a tendência é que nenhum piloto com o tradicional sobrenome dispute a tradicional prova em 2026, algo que não acontecia desde 1979, o que nos faz perguntar: qual será o futuro dos Andretti?

A história dos Andretti é riquíssima nos Estados Unidos. Mario e o irmão gêmeo, Aldo, saíram da Itália após viverem em um campo de refugiados após a Segunda Guerra Mundial e desbravar o automobilismo norte-americano, após se radicarem em Nazareth, na Pensilvânia. O primeiro, como já mencionado, teve uma carreira muito mais chamativa do que o irmão, que teve uma carreira curta na Indy — sob organização da USAC —, que parou de correr em 1969, após um grave acidente em Des Moines.

A paixão pelas corridas passou para os filhos. De Mario, nasceram Michael, campeão da Indy em 1991 e com passagem pela F1, e Jeff, que se aposentou precocemente, assim como o tio, após um acidente em 1992. John, vencedor das 24H de Daytona e de duas corridas da Nascar, e Adam, piloto ainda ativo de carros de turismo, são os filhos de Aldo.

Com a aposentadoria de Marco, o tradicional sobrenome deve demorar a aparecer na Indy ou na Nascar, as principais categorias do automobilismo norte-americano. Além de Adam, que ocasionalmente corre pela Trans-Am, Jarett, filho de John, é o outro piloto em atividade que carrega o sobrenome Andretti, competindo no IMSA SportsCar e nos sprint cars.

Aldo, John e Mario (Foto: Mario Andretti/Reprodução)

O sobrenome Andretti sempre pareceu onipresente quando o assunto é automobilismo, mas o futuro, agora, passa a ser bastante incerto — pelo menos quando o tema é ter sucesso nas principais categorias mundiais. Por mais que o próprio Marco não teve a carreira que se esperava, com apenas duas vitórias na Indy, é inegável que manteve o sobrenome pulsante, sempre alimentando expectativas quando o assunto era 500 Milhas de Indianápolis, onde conquistou um expressivo segundo lugar em 2006.

Em 2026, parece ser quase certo que não teremos um Andretti dentro da pista, algo que não acontece desde 1979. Na ocasião, Mario não competiu pelo fato de — vejam só — a prova coincidir com o GP de Mônaco de F1, categoria na qual o norte-americano era o campeão vigente.

Mas seria possível um sobrenome tão reconhecido se tornar apagado dentro do automobilismo? A resposta é sim e não. Um exemplo é a família Unser, que teve tanto sucesso quanto a Andretti nos Estados Unidos, mas que parece estar muito distante de emplacar um piloto nas principais categorias do país. O não é que, usando os próprios Unser como exemplo, os feitos já imortalizaram a família no automobilismo e o legado transcende os

Sem falar que os tentáculos dos Andretti dentro do automobilismo parecem bem fundamentados. A modalidade se tornou um negócio. Ok, Michael vendeu sua participação na equipe da Indy, Fórmula E e outras categorias, mas, além de parecer estar atento ao mercado para voltar a ter uma operação, possui uma rede de kart indoor, a Andretti Karting em cinco estados dos Estados Unidos — Flórida, Geórgia, Texas, Arizona e Oklahoma.

Mario Andretti, à direita, e o filho Michael, à esquerda (Foto: Indycar)

A família, de alguma forma, vai continuar respirando automobilismo, mas qual será o futuro dos Andretti? No curto prazo, Adam e Jarett serão os responsáveis por manter o sobrenome ativo, mesmo que em categorias menores. Pensando em Indy, Nascar ou até mesmo a sequência na pista, os olhares estão sobre os gêmeos de Michael, Mario e Miati, de apenas 11 anos, filhos do terceiro casamento do ex-piloto, que estão em idade para serem introduzidos no kart. No entanto, pouco tem sido divulgado sobre os passos das crianças no automobilismo. Depois deles, a fila é puxada por Miura, filha de Marco e bisneta de Mario Andretti, mas que recém completou um ano.

montado na cidade localizada na Flórida.

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