Por que houve tantos estouros de pneus na final da Nascar em Phoenix
Apesar dos diversos estouros de pneus na final da Nascar em Phoenix, equipes e pilotos não culparam a Goodyear admitiram que exageram com a pressão baixa
O fim de semana em Phoenix ficou marcado pelos diversos estouros de pneus na final da temporada 2025 da Nascar. A Goodyear levou uma gama de compostos mais macia para o Arizona, mas ninguém pôs a culpa na fornecedora, já que equipes e pilotos admitiram que exageram ao utilizar uma pressão menor que o recomendado.
A Goodyear recomenda uma pressão mínima dos pneus para cada corrida, mas não é surpresa que as equipes tenham sido tentadas a ultrapassar esse limite em busca de alguma vantagem, considerando que era a decisão do campeonato. Todos os quatro finalistas — Kyle Larson, Denny Hamlin, Chase Briscoe e William Byron — tiveram problemas durante a prova.
Como não houve nenhum problema durante o primeiro estágio, as equipes decidiram arriscar mais, o que resultou em um segundo segmento movimentado. Briscoe, Kyle Busch, AJ Allmedinger, Austin e Ty Dillon tiveram problemas, e Hamlin reportou um pneu com pressão baixa durante uma das bandeiras amarelas.
No estágio final, Larson, novamente Briscoe, Carson Hocevar, Alex Bowman e Austin Cindric — que chegou a bater forte no muro — e JJ Yeley foram as vítimas da vez. Por fim, Byron, a quatro voltas do fim, também teve problemas. Seis das oito bandeiras amarelas da corrida foram causadas por problemas nos pneus.

“Acho que eles [Goodyear] fizeram um ótimo trabalho durante toda a temporada”, disse Hamlin, que estava sendo campeão até a última amarela. “Não é culpa deles que estejamos correndo com pneus furados. Aprovo o trabalho deles e os pneus que continuaram a trazer para a pista, empurrando os limites para cada vez mais macios para tentar colocar o carro de volta nas mãos dos pilotos”, seguiu.
“A culpa é das equipes. São elas que vêm aqui e nós testamos. Há o teste de força nas rodas. E continuam testando os limites de quão baixo você pode ir. Seria difícil para qualquer um construir um pneu que pudesse suportar o que estamos fazendo com este carro. É uma situação realmente difícil”, admitiu.
“Não é o design do pneu. Estamos apenas colocando nossos pneus com pressão muito baixa porque é assim que eles têm o melhor desempenho. Todos estão testando os limites. Muitas pessoas descobriram isso”, enfatizou Denny.
Ryan Blaney, vencedor da corrida em Phoenix, concordou com o piloto da Joe Gibbs. “É como brincar com a pressão dos pneus. Para esses caras, esse é o jogo, sobre o quanto mais baixo você consegue chegar. Isso ajuda na velocidade e na aderência com os compostos desgastados. Existe um limite mínimo”, afirmou.

“Se você for agressivo, vai pagar o preço quando se trata de pressão dos pneus. Ninguém deveria culpar a Goodyear ou algo do tipo. Não é culpa deles, mas das equipes e das configurações que colocam nos carros. Quanto mais ousado você for, mais rápido vai e mais provável será que o pneu estoure. Todos nós estamos apenas tentando descobrir onde está esse limite”, afirmou Joey Logano, também da Penske.
Rick Hendrick conquistou o 15° título na Nascar como dono de equipe ao lado de Larson, que venceu o segundo da carreira. Ele explicou que os times tentam obter o máximo de desempenho dos compostos e também evitou culpar a Goodyear, mas apontou outros fatores para os estouros.
“O que fazemos como equipes é tentar explorar ao máximo cada área para extrair a aderência máxima dos pneus. Existem várias maneiras de fazer isso: com cambagem, com pressão, etc. É algo que, em termos de desempenho, há muito a ganhar com o que precisamos fazer para obter o melhor resultado, então a segurança é absolutamente uma preocupação. A durabilidade e a capacidade de se manter na disputa durante o dia também são, obviamente, preocupações importantes”, analisou.
“Também foi um dia muito quente. Houve uma grande transferência de força nos pneus e no carro, aliada a um ritmo elevado. Certamente não acho que isso seja um erro da Goodyear. Acho que todos sabíamos com o que estávamos lidando hoje. Foram as condições perfeitas para realmente castigar os pneus, considerando os compostos que eles trouxeram e com o que tínhamos na pista”, encerrou Hendrick.

Com a temporada 2025 concluída, a Nascar retorna às pistas dia 1° de fevereiro de 2026, com o Clash, prova pré-temporada em Bowman Gray.
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