Sainz lamenta dano na asa dianteira no GP de São Paulo: “Poderia ter pontuado”
13° colocado no GP de São Paulo, Carlos Sainz lamentou a asa dianteira danificada na primeira volta e disse que poderia pontuar se estivesse com o carro inteiro no Brasil
Carlos Sainz teve um fim de semana complicado no GP de São Paulo. Além de não pontuar na corrida sprint, também passou em branco na prova principal, terminando na 13ª posição. O espanhol lamentou o dano na asa dianteira logo na largada e disse que seria possível marcar pontos se estivesse com o carro inteiro. Ele também ressaltou que pela primeira vez se sentiu 100% confortável no FW47.
Sainz largou dos boxes na corrida sprint por conta de uma mudança no acerto do carro e foi o 14° colocado. No domingo, largou na 15ª posição e teve um toque com Lewis Hamilton logo na primeira curva, que acabou danificando a asa dianteira e o fez perder desempenho durante toda a corrida.
Em entrevista acompanhada pelo GRANDE PRÊMIO, o piloto do #55 explicou que perderia muito tempo se trocasse a asa dianteira e destacou a importância de reconhecer os pontos fracos da Williams e evoluir o carro.
“Fiquei espremido e acabei tocando em Lewis, que estava por fora. Minha asa dianteira ficou danificada e comprometeu minha corrida toda. Perdi pressão aerodinâmica e o desempenho do carro também foi afetado. Ainda sim, conseguimos nos manter na corrida e na busca por pontos”, afirmou Sainz após o GP de São Paulo.

“Depois, tivemos uma parada ruim quando iríamos fazer o undercut em alguns carros, o que acabou nos jogando para trás novamente. A partir daí, ficamos sempre perto da zona de pontuação, entre 11° e 12° lugares mesmo com danos. Terminamos apenas alguns segundos atrás dos pilotos que pontuaram, provavelmente sem as avarias no carro, teríamos pontuado”, salientou.
Questionado se a troca da asa dianteira não foi discutida pela equipe, Carlos respondeu: “Não, perderíamos muito tempo e foi melhor adicionar pressão aerodinâmica durante o pit-stop para tentar compensar, e conseguimos progredir”, explicou.
“Foi a primeira vez que me senti 100% confortável com o carro, que também estava bem melhor que na classificação. Como equipe, é importante entender como podemos evoluir nossas fraquezas nas curvas longas, médias e de baixa velocidade que sempre nos compromete”, reconheceu.
“Felizmente, Las Vegas é a próxima etapa, que é uma pista completamente oposta desta, e provavelmente os carros que foram fortes aqui serão fracos em lá e vice-versa. Precisamos resolver essas questões, que nos prejudica e também prejudicarão no Catar. Portanto, precisamos continuar trabalhando nisso”, finalizou Sainz.

Após a passagem pelo Brasil, a Fórmula 1 só retorna no fim do mês, para mais uma edição do GP de Las Vegas. A antepenúltima etapa da temporada 2025 acontece entre os dias 21 e 23 de novembro, com cobertura completa do GRANDE PRÊMIO. Depois, restarão apenas as passagens por Catar e Abu Dhabi.
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