Russell minimiza 4º lugar no grid do GP do Catar: “Nem pontos estão garantidos”

George Russell explicou que, apesar do segundo lugar na sprint, Mercedes sofre mais em ritmo de corrida do que em volta lançada e alertou para desgaste elevado dos pneus no Catar

George Russell deixou a classificação deste sábado (29) satisfeito com o resultado, mas realista sobre o que a Mercedes pode entregar no GP do Catar. O britânico avançou ao Q3 — algo que ele próprio acreditava pouco provável — e garantiu o quarto lugar no grid. Ainda assim, reconheceu que a equipe enfrenta um fim de semana complexo em ritmo de corrida e prevê enorme dificuldade para pontuar no domingo.

Apesar de fechar a sprint em segundo, Russell reclamou do ritmo de corrida da Mercedes. O britânico foi direto ao dizer que o time alemão é forte em volta única, mas sofre muito mais em stints longos, especialmente em Lusail, pista que castiga a parte dianteira dos pneus e exige cuidado extremo.

“Foi complicado. O dia inteiro foi difícil em termos de ritmo e equilíbrio do carro, então não dava muita confiança para forçar. No fim, chegamos ao Q3, o que foi meio uma surpresa. Só tínhamos quatro jogos novos de pneus para a classificação e decidimos usar dois no Q1 e dois no Q2, achando que o Q3 era inalcançável. Quando entramos, só restavam pneus usados, e infelizmente era a situação. Mas estou feliz com o resultado”, explicou Russell.

“Amanhã vai ser difícil. Nossa força é a volta rápida, mas no ritmo de corrida estamos sofrendo mais. Vai ser complicado marcar pontos. Começo do lado sujo da pista, temos de basear a estratégia nisso. Mas, pelo ritmo que vimos pela manhã, nem os pontos são garantidos”, seguiu.

George Russell foi segundo na sprint, mas duvida que repita resultado no domingo (Foto: AFP)

Russell reconheceu que Lusail encaixa melhor com a Mercedes do que outras pistas recentes — e também com seu estilo de pilotagem. Ainda assim, disse acreditar que será difícil repetir o bom resultado da sprint.

“Este circuito funciona melhor para nosso pacote e também para a minha confiança. O carro é difícil de guiar, mas aqui consigo empurrar mais. Sempre fui rápido no Catar, desde 2021. Mas ainda preocupa para amanhã”, ponderou.

“Amanhã é diferente. A degradação foi alta para nós, e colocaremos 70 kg de combustível a mais, então vai piorar. Precisamos pensar diferente na gestão dos pneus e ser inteligentes nos pit-stops, mesmo com a estratégia bastante engessada pelo limite de 25 voltas por jogo”, finalizou.

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Corrida13:0015:0017:0018:00

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