Piastri esperneia e põe pressão em Norris no GP do Catar. E Verstappen ainda tenta
Oscar Piastri trabalhou firme no Catar para evitar entregar tudo de bandeja ao companheiro Lando Norris. De novo em grande atuação, cravou uma pole importante e parece ainda muito interessado em levar a disputa do título até Abu Dhabi, na semana que vem. Enquanto isso, o inglês tratou a classificação com uma irritante condescendência, que pode lhe trazer dor de cabeça neste domingo, uma vez que Max Verstappen segue à espreita
Definitivamente, os ares do Catar fizeram muito bem a Oscar Piastri. Foi como um recomeço que há muito precisava em 2025. Depois da pole e da vitória dominante na sprint, o australiano foi capaz de manter a alta performance na sessão que definiu as posições de largada para a penúltima etapa da Fórmula 1. Com uma McLaren, particularmente, na mão neste sábado (29), Piastri aproveitou todas as chances e vai largar na ponta neste domingo, com a missão de tentar frear Lando Norris, que tem a chance de fechar o campeonato de uma vez. Para isso, terá de vencer. A boa notícia é que o cenário parece muito favorável. A má notícia é que Max Verstappen ainda segue à espreita.
De toda a forma, há de se destacar a performance de Oscar. Após meses no limbo, o ritmo mostrado em Lusail é quase um bálsamo. A verdade é que o piloto do carro #81 foi capaz de tirar mais do bom acerto da McLaren nas curvas de média e alta velocidade. Piastri também não parece sofrer com os pneus e nem com as armadilhas do traçado do deserto — entenda-se: limites de pista. “Deixamos o carro basicamente o mesmo. Tudo estava bem durante o fim de semana. Se não está quebrado, não conserte. O time fez um grande trabalho. Tínhamos dúvidas sobre qual pneu usar porque dei uma volta rápida com usados no Q2, mas no Q3, fui muito bem com pneus novos. Estou feliz”, explicou o pole, que tem 22 pontos de déficit para o líder Norris.
De fato, a McLaren tem um carro fortíssimo no Catar. O desempenho em ritmo de corrida se mostrou consistente em cima do pneu médio, bem como com os compostos duros. A questão será entender como vão se comportar Piastri e Norris neste cenário, porque o australiano obteve uma vantagem estrondosa com a pole, enquanto o britânico acabou se colocando em um posto mais vulnerável. Acontece que Lando, que tinha a pole provisória após as primeiras tentativas no Q3, cometeu um erro ainda no início da segunda volta decisiva, na curva 2, e decidiu abortar o giro, muito embora ainda tivesse tempo para mais. Norris, portanto, abriu mão de uma posição mais forte no grid, e isso pode se tornar uma bela dor de cabeça.
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O problema é que o piloto vai partir do lado mais sujo e, portanto, menos emborrachado do grid. E a largada será, sim, uma das fases cruciais desta corrida, ainda mais em um traçado de difícil ultrapassagem. Mas o que pesa realmente é o fato de que Verstappen vai sair em terceiro, logo atrás do pole — na linha com mais aderência. Então, Lando não terá margem para manobra ali e terá de escolher entre agressividade e cautela, em um momento também delicado da disputa. “Tive um pouco de subesterço e ia sair da pista, então tive que abortar a última volta rápida. Foi uma pena, mas é assim que as coisas são”, lamentou Norris, que ainda admitiu preocupação com o momento do apagar das luzes na reta principal.
“Nunca se sabe. Acho que é bem pior do lado direito, mas as primeiras voltas são sempre oportunidades para todos, mas depois disso acho que provavelmente será bastante simples para todos também”, completou o piloto #4, que segue muito perto do título — e isso pode acontecer neste domingo, a depender de uma série de combinações de resultados entre Piastri e Verstappen. E, claro, a vitória, que torna tudo mais fácil.
É aí que entra o neerlandês da Red Bull. Embora precise do triunfo e um pouco mais, Verstappen foi capaz de se aproximar da McLaren neste sábado. A equipe austríaca ajustou o arisco RB21, mas precisou sacrificar o downforce. É bem verdade que o tetracampeão ainda se queixou do equilibrio do carro, mas também é certo dizer que os taurinos devem incomodar neste domingo. “Todos na pista e na fábrica continuaram trabalhando para encontrar melhorias e, embora ainda não tenhamos alcançado o ritmo da McLaren, a diferença diminuiu um pouco na classificação desta noite”, apontou o chefe da Red Bull, Laurent Mekies.
“Indo para a corrida de amanhã, há a obrigatoriedade de duas paradas aqui, o que pode gerar algumas surpresas, e estaremos prontos para aproveitar qualquer oportunidade que surgir”, emendou.
Além da largada e das decisões que os três postulantes ao título terão de tomar ainda nos primeiros metros da prova em Lusail, a estratégia será também um elemento crucial. Isso porque há uma obrigatoriedade de dois pit-stops, devido a preocupação da Pirelli com a durabilidade dos pneus no asfalto do traçado do deserto. “Assim como no ano passado, observamos alguns pneus onde a granulação acelerou o desgaste, o que os levou ao limite máximo sem qualquer perda de desempenho. Esses casos, notados principalmente nos pneus dianteiros esquerdos, são exatamente o motivo pelo qual foi imposto o limite de 25 voltas por jogo agora”, explicou Mario Isola, chefão da Pirelli.

“Os tempos de volta consideravelmente mais rápidos, comparados não só ao ano passado, mas também às simulações mais recentes, levaram a um aumento maior do que o esperado na carga sobre os pneus. E observamos alguns cortes adicionais nos pneus durante o sábado, mas em menor número do que na sexta-feira. As duas paradas nos boxes previstas para domingo devem minimizar esse problema.”
De acordo com a fabricante italiana, a estratégia mais rápida deve incluir dois stints com pneus médios e um final com o macio. “O uso do pneu duro C1 no início, ou alternativamente entre dois trechos com o pneu médio, permitiria que as paradas nos boxes fossem distribuídas de forma mais uniforme durante a corrida, mas isso é teoricamente mais lento do que uma estratégia que utiliza os três compostos disponíveis”, afirmou a Pirelli.
“A tática com pneus médios, duros e macios é a segunda mais rápida no papel, com janelas de pit-stops idênticas à estratégia mais veloz: entre as voltas 19-25 e 46-50, respeitando o limite de voltas. Caso não haja safety-cars, acreditamos que as equipes provavelmente vão maximizar as 25 voltas permitidas para cada jogo de pneus”, acrescentou.
Dito isso, as cartas estão lançadas.
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Além da cobertura tradicional, o GRANDE PRÊMIO estará IN LOCO em Lusail para acompanhar todas as emoções da etapa com o repórter Leonid Kliuev.
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| Sessão | BRA* | CBV | POR ANG | MOZ |
| Corrida | 13:00 | 15:00 | 17:00 | 18:00 |
*Horário de Brasília
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