Bortoleto avalia 13º lugar e reclama de “chato” GP do Catar: “Todos com mesma estratégia”

Com a obrigatoriedade de duas paradas nos boxes, Gabriel Bortoleto disse que aproveitou o GP do Catar para realizar algumas experiências e aprender mais sobre o carro

Embora tenha conseguido avançar pelo pelotão para terminar o GP do Catar deste domingo (30) na 13ª posição, Gabriel Bortoleto reclamou bastante da dificuldade de se efetuar ultrapassagens no circuito de Lusail e também da falta de variações estratégicas entre as equipes. Em entrevista acompanhada pelo GRANDE PRÊMIO, o brasileiro disse que aproveitou as 57 voltas para realizar algumas experiências e aprender mais sobre o carro.

Ao conquistar a 14ª colocação na classificação, o dono do #5 teve de pagar a punição de cinco posições recebida por causa da batida em Lance Stroll no GP de Las Vegas, o que o fez despencar para o 19º lugar. Depois de uma largada limpa, apresentou um bom ritmo e se manteve longe de problemas, contando ainda com alguns abandonos para avançar pelo grid. No fim, cruzou a linha de chegada à frente apenas de Franco Colapinto, Esteban Ocon e Pierre Gasly.

“Todos nós sabíamos que a corrida seria mais ou menos assim. Todo mundo tem praticamente a mesma estratégia e, especialmente quando há um safety-car mais cedo na corrida e todos param, então todos vão parar de novo na mesma volta depois — e é isso. Essa foi a corrida”, começou Bortoleto.

“Estava ali de boa, fazendo minha corrida e aprendendo, fazendo coisas diferentes, tentando coisas diferentes, e foi meio que uma corrida chata, sabe? Acho que essa é a palavra. Queria que tivesse sido um pouco diferente”, continuou.

Gabriel Bortoleto falou de corrida “chata” no Catar (Foto: Sauber)

“Fico muito desapontado por termos de pagar a punição nesta corrida, porque vimos pilotos largando na posição em que eu deveria largar, sem a punição, e conseguiram marcar 1 ou 2 pontos. Então, sim, uma pena. Mas quando você comete erros, precisa pagar por eles, e isso é justo”, admitiu o brasileiro, que foi questionado pelo GP se a obrigatoriedade de dois pit-stops imposta pela Pirelli e pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA) foi a responsável pela etapa monótona no Catar.

“Não cabe a mim dizer isso, porque imagino que seja por motivos de segurança. Eles não fazem isso para deixar a corrida mais divertida ou menos divertida. Acredito que façam isso por questões de segurança com os pneus. Obviamente, acho que todo piloto preferiria não ter essa regra e ter apenas uma corrida normal, na qual você pode escolher sua própria estratégia”, concluiu.

Agora, a Fórmula 1 retorna entre os dias 5 e 7 de dezembro, para o encerramento da temporada 2025, com o GP de Abu Dhabi. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento que vai coroar o campeão.

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