Do maior campeonato da história ao recorde de público nos autódromos ao redor do mundo: o GRANDE PREMIUM destaca os principais números da temporada 2025 em Moto3, Moto2 e MotoGP

O Mundial de Motovelocidade viveu uma temporada verdadeiramente histórica em 2025. Além de marcar a volta de Marc Márquez ao topo, a campanha ainda viu o primeiro triunfo de um brasileiro, o calendário mais longo da história e bateu o recorde de público nos autódromos.

Para passar a limpo o campeonato de 2025, o GRANDE PREMIUM separou dez números de destaque da temporada.

MotoGP fechou 2025 com números expressivos (Foto: Divulgação/MotoGP)

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22 etapas

Já há alguns anos, a MotoGP vinha tentando realizar a maior temporada da história. Mas, em meio a um cancelamento ou outro, constantemente batia na trave. Mas não desta vez.

Apesar dos temores iniciais em relação a Balaton Park, o circuito estava pronto para receber o GP da Hungria, a grande novidade no calendário. Além disso, o GP da Tchéquia também voltou à programação e aconteceu sem maiores problemas.

Assim, o Mundial de Motovelocidade realizou 44 corridas da MotoGP ― 22 GPs e 22 sprints ―, 22 da Moto2 e 22 da Moto3. Assim, o Mundial teve 88 provas com motos a combustão.

22 poles diferentes no Mundial de Motovelocidade

Considerando as três classes à combustão, o Mundial viu 22 pilotos diferentes largarem na pole.

Na classe rainha, foram cinco poles diferentes: Marc Márquez, com oito; Fabio Quartararo, com cinco; Marco Bezzecchi, com cinco; Francesco Bagnaia, com três; e Álex Márquez, com uma.

Na divisão intermediária, foram seis poles diferentes: Manuel González, com sete; Diogo Moreira, também com sete; Daniel Holgado, com quatro; Jake Dixon, com duas; Arón Canet, com uma; e Barry Baltus, com uma.

Na classe melhor, 12 pilotos conseguiram a posição de honra no grid ao longo do ano: Jose António Rueda, com quatro; Matteo Bertelle, Álvaro Carpe, Máximo Quiles, Valentin Perrone, David Almansa, Joel Kelso e Adrián Fernández, cada um com duas poles; David Muñoz, Ryusei Yamanaka, Scott Odgen, Guido Pini, com uma cada.

24 vencedores diferentes em 2025

Ao longo do ano, 24 pilotos diferentes subiram ao topo do pódio no Mundial de Motovelocidade: sete na MotoGP, 11 na Moto2 e seis na Moto3.

Na MotoGP, Marc Márquez monopolizou as vitórias, subindo ao topo do pódio em 11 GPs ― as corridas longas. Álex Márquez e Marco Bezzecchi venceram três vezes, enquanto Francesco Bagnaia fechou o ano com dois triunfos. Johann Zarco, Fermín Aldeguer e Raúl Fernández contabilizaram um triunfo cada.

Marc Márquez foi quem mais venceu e foi o campeão de 2025 na MotoGP (Foto: Michelin)

Nas sprints, o domínio do mais velho dos Márquez foi ainda maior, com 14 triunfos. O irmão caçula levou a melhor em três ocasiões, mesmo número de vitórias de Bezzecchi. Bagnaia venceu a sprint duas vezes.

Na Moto2, Manuel González e Diogo Moreira fecharam o ano com quatro vitórias cada, enquanto Jake Dixon esteve no topo do pódio uma única vez. Deniz Öncü, Daniel Holgado e Senna Agius venceram duas vezes, com Arón Canet, Joe Roberts, David Alonso, Celestino Vietti e Izán Guevara fechando a lista dos vencedores.

Sempre a mais inesperada, a Moto3 foi a categoria que viu o menor número de vencedores no ano. Jose António Rueda triunfou dez vezes, contra quatro triunfos de Ángel Piqueras, três de David Muñoz e Máximo Quiles, e um de Taiyo Furusato e Adrián Fernández.

46 pilotos no pódio ao longo do ano

Durante o campeonato de 2025, um total de 46 pilotos figuraram no top-3 do Mundial de Motovelocidade: 13 na MotoGP, 18 na Moto2 e 15 na Moto3.

Na classe rainha, Marc Márquez somou 15 pódios nos GPs, contra 12 de Álex Márquez, nove de Marco Bezzecchi, oito de Francesco Bagnaia, cinco de Pedro Acosta, quatro de Fabio Di Giannantonio, três de Fermín Aldeguer, dois de Franco Morbidelli, Johann Zarco, Joan Mir e Raúl Fernández, e um de Fabio Quartararo e Enea Bastianini.

Nas sprints, Marc Márquez fez 16 pódios nas provas curtas, um a mais do que o irmão Álex. Bagnaia e Acosta conseguiram sete, enquanto Bezzecchi esteve seis vezes no top-3 aos sábados. Di Giannantonio fez cinco pódios em sprints, com Quartararo, Morbidelli, Raúl Fernández e Aldeguer visitando o rol dos três melhores em duas oportunidades. Bastianini conseguiu um pódio.

No Moto2, Manuel González e Diogo Moreira fecharam o ano com nove pódios, enquanto Barry Baltus fez sete e Arón Canet e Jake Dixon, seis. David Alonso e Daniel Holgado conseguiram cinco pódios, com Senna Agius fazendo quatro visitas ao top-3. Deniz Öncü e Celestino Vietti fecharam 2025 com três pódios, um a mais do que Izán Guevara. Tony Arbolino, Alonso López, Albert Arenas, Joe Roberts, Daniel Muñoz, Collin Veijer e Iván Ortolá também visitaram a lista dos três melhores ao longo do ano.

Diogo Moreira fez nove pódios ao longo do ano na Moto2 (Foto: Gold & Goose/Red Bull Content Pool)

Na Moto3, Jose António Rueda subi ao pódio em 14 corridas. Máximo Quiles fez nove pódios, uma mais do que David Muñoz. Ángel Piqueras acumulou sete top-3, contra cinco de Taiyo Furusato e Álvaro Carpe, e quatro de Joel Kelso e Adrián Fernández. Ryusei Yamanaka, Valentin Perrone e Luca Lunetta têm três pódios, com Matteo Bertelle, Dennis Foggia, Guido Pini e David Almansa aparecendo uma única vez no rol dos premiados.

40 pilotos lideraram corridas

40 pilotos diferentes lideraram corridas no Mundial de Motovelocidade: 11 na MotoGP, 15 na Moto2 e 14 na Moto3.

Na classe rainha, Marc Márquez lidera o ranking, já que liderou 14 GPs. Marco Bezzecchi vem logo atrás (8), diante de Álex Márquez (7), Francesco Bagnaia (6), Fabio Quartararo (3), Fermín Aldeguer (2) e Maverick Viñales, Franco Morbidelli, Johann Zarco, Pedro Acosta e Raúl Fernández (1).

PilotoKMs na liderança
Marc Márquez857
Marco Bezzecchi490
Álex Márquez444
Francesco Bagnaia215
Fabio Quartararo118
Raúl Fernández102
Fermín Aldeguer99
Johann Zarco80
Franco Morbidelli54
Maverick Viñales27
Pedro Acosta26

Na Moto2, Diogo Moreira liderou sete corridas, uma a mais do que Manuel González. Deniz Öncü e Jake Dixon lideraram quatro, enquanto Arón Canet, Daniel Holgado e Izán Guevara lideraram três. Barry Baltus, David Alonso, Celestino Vietti e Senna Agius estiveram na ponta em duas corridas, com Albert Arenas, Tony Arbolino, Joe Roberts e Collin Veijer liderando uma vez no ano.

PilotosKMs na liderança
Manuel González376
Diogo Moreira294
Jake Dixon251
Arón Canet196
Daniel Holgado195
Deniz Öncü162
Senna Agius108
Celestino Vietti102
Izán Guevara98
Barry Baltus88
Collin Veijer69
Joe Roberts65
Albert Arenas26
Tony Arbolino11
David Alonso10

Na Moto3, Jose António Rueda (16), Máximo Quiles (12), Joel Kelso (8), David Almansa (7), Ángel Piqueras (5), David Muñoz e Taiyo Furusato (4), Ryusei Yamanaka, Valentin Perrone e Adrián Fernández (3), Luca Lunetta e Álvaro Carpe (2) e Matteo Bertelle e Dennis Foggia (1) lideraram corridas.

PilotoKMs na liderança
Jose António Rueda701
Máximo Quiles283
Joel Kelso202
David Almansa140
Adrián Fernández124
David Muñoz94
Taiyo Furusato69
Ryusei Yamanaka59
Valentin Perrone46
Álvaro Carpe36
Matteo Bertelle29
Ángel Piqueras28
Dennis Foggia16
Luca Lunetta10

965 tombos ao longo do ano

O Mundial de Motovelocidade registrou um total de 965 tombos ao longo do ano: 341 na Moto3, 275 na Moto2 e 349 na MotoGP.

Na classe menor, quem mais caiu foi Cormac Buchnan, que levou 35 tombos em 2025. David Almansa caiu 31 vezes, com Guido Pini fechando o top-3 com 22 quedas.

Johann Zarco foi o piloto que mais caiu na temporada da MotoGP (Foto: Gold & Goose/Red Bull Content Pool)

Na Moto2, Jorge Navarro somou 21 tombos, com Ayumu Sasaki (18) e David Alonso (17) formando a lista dos três pilotos que mais caíram.

Na MotoGP, Johann Zarco caiu 28 vezes e lidera o ranking. Jack Miller, com 25 tombos, ocupa o segundo posto na lista de quem mais caiu, diante de Franco Morbidelli e Álex Márquez, que caíram 23 vezes.

Dois campeões inéditos

Ainda que tenha encarado alguns longos anos de jejum, Marc Márquez campeão não é bem uma novidade no Mundial de Motovelocidade. Mas, em 2025, o campeonato viu dois campeões inéditos: Jose António Rueda e Diogo Moreira.

Já de passaporte carimbado para a Moto2, o espanhol faturou a coroa da classe menor com uma campanha para lá de forte. O piloto da Ajo somou 365 pontos no ano, 84 a mais do que Ángel Piqueras, o vice-campeão.

José Antonio Rueda é o campeão da Moto3 2025 (Foto: AFP)

Nem tudo, porém, foi festa para Rueda. O espanhol sofreu um grave acidente com Noah Dettwiler na volta de alinhamento para o GP da Malásia, precisou ser reanimado na pista e perdeu a reta final do campeonato por causa das lesões sofridas. Jose António ficou de fora dos testes coletivos da Moto2 neste fim de ano, mas já está em recuperação para voltar a competir.

No caso da Moto2, a disputa pelo título foi até a prova final, com Diogo Moreira assegurando a taça com 30 pontos de vantagem para Manuel González. O #10 foi o primeiro brasileiro a conquistar o título em qualquer uma das categorias do Mundial de Motovelocidade.

Melhor resultado da Aprilia na história

A Aprilia viveu um ano para lá de tumultuado, mas tem muito mais para comemorar. Apesar de a chegada de Jorge Martín ter passado longe da expectativa ― já que o campeão de 2024 passou mais tempo afastado do que na pista por causa de lesões ―, Marco Bezzecchi deu conta do recado e, com o desenvolvimento sob a assinatura de Fabiano Sterlacchini, a RS-GP cresceu.

Assim, a Aprilia fechou o ano na segunda colocação do Mundial de Construtores, com 418 pontos, 350 a menos do que a campeã Aprilia. Foi o melhor resultado da casa de Noale na MotoGP.

Ranking de concessões foi atualizado

Desde que introduziu um novo sistema de concessões, em 2024, a MotoGP viu a primeira mudança de grupo entre as fábricas, com a Honda deixando o ‘D’ para se juntar ao ‘C’ com Aprilia e KTM.

O sistema de concessões divide as fábricas em quatro rankings diferentes, orientados pela pontuação. No grupo A, ficam as fábricas que somaram mais de 85% dos pontos distribuídos no período; no B, aquelas que somaram entre 60 e 85%; no C, entre 35 e 60%; e no D, abaixo de 35%.

A performance das fábricas, porém, é reavaliada em duas janelas de tempo: do primeiro ao último evento de uma temporada ou do primeiro evento após as férias de verão ao último evento antes das férias de verão do ano seguinte.

Honda avançou no ranking de concessões (Foto: AFP)

O posicionamento em cada um desses rankings determina as benesses e as restrições de cada fábrica, sendo o A tem mais limitações e o D os maiores benefícios. O grande diferencial, porém, é a possibilidade de desenvolver motores, algo que só é permitido a quem soma poucos pontos no período estabelecido.

Com o desfecho da temporada 2025, o ranking das concessões ficou assim:

 ABCD
 Superior a 85%entre 60% e 85%entre 35% e 60%Abaixo de 35%
2025Acima de 691 pontosEntre 506 e 690 pontosEntre 284 e 505 pontosAbaixo de 283 pontos
FinalDucati – 768 pontos (94,34%) Aprilia – 418 pontos (51.35%) | KTM – 372 pontos (45.70%) | Honda – 285 pontos (35.01%)Yamaha – 247 pontos (30.34%)

Recorde nas arquibancadas

A MotoGP fechou o ano celebrando o fato de ter superado a marca de 3,6 milhões de espectadores nos circuitos.

O GP da França, em Le Mans, teve o maior público do ano, com 311.797 pessoas ao longo do fim de semana. Na Alemanha, foram 256.441 espectadores, com a Tailândia fechando o top-3 das corridas de maior público, com 224.634.

A prova de menor público foi a do Catar, com 50.321 pessoas. Na estreante Hungria, foram 80.105 espectadores.

MotoGP está de férias e só volta a acelerar nos dias 29, 30 e 31 de janeiro de 2026, com o shakedown direto de Sepang, na Malásia. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade.

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