Com a faca e o queijo na mão para excluir Max Verstappen da briga matemática, McLaren fracassou e deixou os pilotos na mão de novo. Campeonato, assim, continua vivo e com três pilotos pensando ainda no caneco
O campeonato estava prestes a partir para o capítulo final como apenas um duelo entre os dois pilotos da McLaren, sem a possibilidade de Max Verstappen estocar a nuvem laranja e sair com o caneco em mãos como personagem de filme noir. Mas a equipe inglesa, pela segunda semana seguida, fez questão de estragar tudo e mandar os carros para Abu Dhabi ainda em estado de ameaça. O time da autossabotagem fez de novo.
A decisão da McLaren de não parar Oscar Piastri e Lando Norris no momento do safety-car foi e horrível a vergonhosa quando todas as outras equipes pararam seus carros . Todas as outras nove equipes viram o que a McLaren se recusou a enxergar, até quem tinha de fazer o chamado double stack, como os laranjas fariam. Entregaram uma dobradinha certa para Verstappen.
Sem nada a ver com as lambanças e brigas alheias, Carlos Sainz levou a Williams a mais um pódio enquanto Alexander Albon passa por momento de turbulência. Na Mercedes, Andrea Kimi Antonelli volta a levar a melhor; na Ferrari, as coisas despencam e Lewis Hamilton parece perdido. Gabriel Bortoleto conseguiu voltar a uma corrida de normalidade. Só falta uma prova para as férias.
As notas do Ranking GP são distribuídas por Gabriel Carvalho, João Pedro Nascimento, Luana Marino e Pedro Henrique Marum.

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1º) Max Verstappen — 9.0 — Estava pronto para não responder mais sobre título até o ano que vem, mas a McLaren, por duas semanas seguidas, fez de recolocá-lo no páreo uma questão de honra. Aceitou e venceu, como faz sempre que alguém titubeia.
2º) Oscar Piastri — 8.5 — Dramalhão que o tirou de posição privilegiada na conquista ao título à parte, fez um fim de semana daqueles impecáveis e deveria ter vencido. Faltou combinar com a McLaren.
3º) Carlos Sainz — 9.5 — Quem te viu, quem te vê! Após um início muito ruim, tem voado com a Williams na parte final do campeonato e voltou ao pódio. Certa ajuda da campeã de Construtores? Sim, claro, mas e daí? Para um piloto do piloto intermediário chegar ao top-3 quase sempre só com ajuda das circunstâncias.

4º) Lando Norris — 6.0 — Depois de longo período, foi superado por Piastri no fim de semana. Mas o segundo lugar — até o terceiro, pudera — estava de bom tamanho pensando no título. A McLaren parece jogar contra os pilotos na hora da decisão.
5º) Andrea Kimi Antonelli — 7.5 — Mais uma vez foi melhor que Russell, o que não aconteceu tantas vezes assim na temporada para deixarmos de levar em conta. O erro na última volta joga um pouco contra, mas foi uma exibição de muito respeito de Antonelli na pista do Catar. Vai terminar o campeonato em alta.
6º) George Russell — 7.0 — Faltou brilho e, assim como havia acontecido no Brasil, teve dificuldade em acompanhar Antonelli. Ainda sofreu com o tempo perdido na primeira parada dos boxes. Mesmo assim, razoável.
7º) Fernando Alonso — 8.0 — Já fazia algum tempo desde que Alonso conseguia passar por todo um fim de semana sem intercorrências. Apesar de ansioso para se livrar do AMR25, andou muito bem em Lusail e garantiu mais alguns pontos.

8º) Charles Leclerc — 6.0 — O que é a Ferrari? Novos conceitos de carros, mudanças na tocada, mais semelhanças com a McLaren e… piorou. Numa equipe Frankenstein e guiando um carro sem identidade, passou o domingo escondido.
9º) Liam Lawson — 7.0 — A exibição honesta do Catar não apaga a largada bizarra de Las Vegas, mas ao menos aplaca e mostra que o piloto termina uma temporada difícil em paz com o carro que tem em mãos. Muito por isso, fica para 2026.
10) Yuki Tsunoda — 6.0 — Verdade seja dita, fez uma das melhores corridas dele pela Red Bull. É demonstração pura de como o sarrafo esteve baixo neste período.
11º) Alexander Albon — 4.5 — Enquanto Sainz está de vento em popa, Albon sofre em basicamente todas as incursões que se mete. Uma classificação ruim, estratégia que não ajudou e um safety-car na hora errada que jogou contra. Assim como ano passado, fim de ano difícil.

12º) Lewis Hamilton — 3.5 — Com todos os problemas da Ferrari, andar novamente longe dos melhores pilotos do pelotão intermediário é inaceitável.
13º) Gabriel Bortoleto — 5.5 — Normalidade após o temporal. Mais que qualquer coisa, Bortoleto precisava de um fim de semana limpo e conseguiu. Ficou longe dos pontos, mas paciência: não tinha muito o que fazer após ficar preso em Hamilton.
14º) Franco Colapinto — 5.0 — Sem erros e sem ritmo. Não tinha para onde ir com a Alpine, como já é costume, e precisou apenas resistir a uma prova chatíssima e monótona em seu ponto de vista.
15º) Esteban Ocon — 4.5 — A ótima sequência da Haas terminou no Catar. Punido duas vezes por conta de um equívoco nos boxes, Ocon não teve qualquer chance de brigar por pontos.

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16º) Pierre Gasly — 3.5 — De quem foi a culpa pelo acidente que mudou a história do GP do Catar? Do ponto de vista deste autor, Gasly teve mais responsabilidade por não se contentar com o vasto espaço cedido por Hülkenberg.
17º) Lance Stroll — 2.5 — Atuações como essas se tornaram a norma. Stroll é um ectoplasma na Fórmula 1 2025.
18º) Isack Hadjar — 6.5 — No que foi a última corrida antes da notícia da promoção para a Red Bull em 2026, conduzia a Racing Bulls a mais uma posição excelente. Mas os problemas no carona asa na parte final da corrida fizeram o sexto lugar virar abandono.

19º) Oliver Bearman — 6.0 — Talvez fosse muito pedir pontos pela sexta corrida seguida, mas Bearman ao menos incomodaria em condições normais. O erro no pit-stop da Haas custou caríssimo e pôs tudo a perder.
20º) Nico Hülkenberg — 4.5 — Culpado ou inocente pela batida com Gasly, é difícil julgar a corrida de Hülkenberg. Largando perto dos pontos e partindo para o ataque nas primeiras voltas, vislumbrava brigar por pontos. O acidente ainda na sétima volta encerrou o sonho.
GP do Catar — 4.5 — O safety-car causado pelo acidente da volta sete impediu a corrida de ser um desfile de ponta a ponta. O erro da McLaren ao menos colocou doses de tensão, ainda que a ação na pista nunca tenha honrado a expectativa.
Melhor GP – GP da Inglaterra – 9.0
Pior GP – GP do Japão – 2.0
Média: 6.0
MÉDIA DA TEMPORADA:
1º) Max Verstappen – 8.0
2º) George Russell – 7.4
3º) Lando Norris – 7.0
4º) Charles Leclerc – 7.0
5º) Oscar Piastri – 6.7
6º) Isack Hadjar – 6.4
7º) Alexander Albon – 6.3
8º) Fernando Alonso – 6.3
9º) Oliver Bearman – 6.2
10º) Nico Hülkenberg – 6.1
11º) Andrea Kimi Antonelli – 6.0
12º) Carlos Sainz – 5.7
13º) Esteban Ocon – 5.6
14º) Lewis Hamilton – 5.5
15º) Pierre Gasly – 5.4
16º) Gabriel Bortoleto – 5.2
17º) Liam Lawson – 5.2
18º) Yuki Tsunoda – 4.4
19º) Lance Stroll – 4.3
20º) Franco Colapinto – 4.1
21º) Jack Doohan – 2.4
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