Mercedes consolida vice merecido em 2025 e finalmente se livra de martírio do efeito solo
A Mercedes pagou o preço da própria escolha equivocada em 2022, mas soube se reinventar a ponto de roubar o protagonismo em alguns momentos. E pode se orgulhar de ter uma dupla das mais promissoras para 2026
Talvez nunca um fim de ano tenha sido tão significativo para a Mercedes na Fórmula 1. Também pudera, o martírio do efeito solo vai definitivamente ficar para trás, mas ainda que tenha apanhado um bocado das próprias escolhas ao tentar inovar em 2022 com um conceito diferentão que só deu problemas, há algo do que se orgulhar e até levar para o ano que vem, mesmo diante de uma mudança tão grande no regulamento.
A verdade é que 2025, ainda que não seja o melhor ano em termos de pontuação ou mesmo em número de vitórias, foi a temporada na qual a Mercedes mais conseguiu se apresentar para o combate em fins de semana. Tanto que ganhou, de um jeito informal, o título de grande oportunista de um campeonato que viu McLaren e também Red Bull tropeçarem nas próprias pernas em importantes momentos.
Pois a Mercedes, sempre impulsionada por George Russell, soube aproveitar cada chance aberta para roubar pontos importantes do trio formado por Lando Norris, Oscar Piastri e Max Verstappen. Como não destacar o domínio no GP do Canadá, assim como a vitória de Russell em Singapura e os outros dez pódios conquistados por ele e Kimi Antonelli até o desfecho em Abu Dhabi?
Foi, sem dúvida, o ano em que o time chefiado por Toto Wolff mais se apresentou inteiro nos fins de semana, ainda que tenha sofrido bem mais que o esperado quando enfrentou o calorão do verão europeu. Ali, nos circuitos permanentes que são tão aguardados pelas equipes, viu-se às voltas com um problema intrínseco do carro em altas temperaturas, mas nem mesmo as etapas mais amenas facilitaram a vida de Russell e Antonelli. Foi preciso, portanto, debruçar-se sobre o assoalho levado para Ímola para buscar melhorias que a levassem a, no mínimo, disputar o vice.

Ou, como já disse outra vez Wolff, ‘o primeiro dos perdedores’, e isso não deixa de ser doloroso para uma equipe que desacostumou a perder desde o instante em que a F1 resolveu se abrir para a modernidade e trouxe motores híbridos. Só que a Mercedes soube se reinventar a ponto de ter a sua dose de protagonismo em um 2025 tão agitado. E ao contrário da Ferrari, entendeu que não poderia simplesmente desistir de fechar o campeonato de forma digna, da maneira como a sua história vencedora merece.
A Mercedes, portanto, encerra 2025 com um vice-campeonato muito merecido com o quinto lugar de Russell no GP de Abu Dhabi, tendo no #63 um piloto pronto para galgar posições mais altas. De quebra, ainda viu Wolff sorrir de canto de boca por ter tido razão em apostar as fichas no garoto Antonelli, que teve um ano típico de novato, mas cresceu em importantes momentos na reta final para ajudar a consolidar o segundo lugar no Mundial de Construtores.
Pois se a tendência se repetir, que interessante não será para 2026 ter dois pilotos fortes e igualmente competitivos dividindo o mesmo teto. A expectativa para 2026, portanto, é muito grande, até pelas mudanças aerodinâmicas que vão levar embora o efeito solo. É, no final das contas, o que realmente faz toda a diferença quando se coloca carros com o mesmo motor lado a lado, e chegou a hora da Mercedes brigar para valer para retomar o controle da F1.
A Fórmula 1 retorna em 9 de dezembro, ainda em Yas Marina, com os testes coletivos de pós-temporada.
▶️ Inscreva-se nos dois canais do GRANDE PRÊMIO no YouTube: GP | GP2
🏁 O GRANDE PRÊMIO agora está no Comunidades WhatsApp. Clique aqui para participar e receber as notícias da Fórmula 1 direto no seu celular!
Acesse as versões em espanhol e português-PT do GRANDE PRÊMIO, além dos parceiros Nosso Palestra e Teleguiado.
📩 NEWSLETTER GP
Assine e receba notícias exclusivas e bastidores das pistas diretamente no seu e-mail!