5 coisas que aprendemos no GP de Abu Dhabi da Fórmula 1 2025

De um campeão que leva a taça mais pela regularidade do que o brilho até uma despedida melancólica do tragicômico Yuki Tsunoda: os aprendizados do GP de Abu Dhabi da F1

O GP de Abu Dhabi foi menos emocionante que as pessoas esperavam, mas consagrou um novo campeão mundial: Lando Norris, com o terceiro lugar, conseguiu controlar a recuperação de Max Verstappen, que apesar da vitória em Yas Marina, terminou com o vice-campeonato, apenas 2 pontos atrás do piloto da McLaren.

Norris é o 35º campeão da história da Fórmula 1 e compensa a imensa aposta feita pela McLaren anos atrás, ainda quando carregava motores Honda e penava com Fernando Alonso. Oscar Piastri tentou fazer seu melhor, mas acordou tarde demais e terminou o Mundial em terceiro mesmo após liderar o certame por 14 corridas.

Entre as despedidas de DRS, motores Renault, Yuki Tsunoda e tantos outros, o GRANDE PRÊMIO traz, pela última vez em 2025, os principais aprendizados deste domingo.

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Lando Norris e Max Verstappen (Foto: F1)

Lando Norris: um campeão de regularidade na F1

Lando Norris precisava de muito pouco para ser campeão em Abu Dhabi. E mesmo tomando um passão de Oscar Piastri nas voltas iniciais, o inglês da McLaren levou o título mundial por apenas 2 pontos, colocando o time papaia no topo após 17 anos. Norris não é o melhor piloto da Fórmula 1, mas foi o mais regular em 2025. Se recortarmos a temporada em três terços, ele não foi superior em nenhum. Porém, não teve a queda que Max Verstappen teve no meio do ano ou a de Oscar Piastri no final.

Cessem os papos de “pior campeão” ou coisa parecida. Norris cresceu na hora que deveria e teve atuações regulares para assegurar a taça, mesmo que com uma margem mínima. É hora de curtir um momento de quebra de dinastias que tanto marcaram a Fórmula 1 desde o início desse século. E fica a curiosidade por 2026.

Faltou pouco para Verstappen, mas também é por responsabilidade dele

2 pontos separaram Max Verstappen não apenas de um quinto campeonato na Fórmula 1, mas também de uma das reviravoltas mais incríveis da história do esporte. O neerlandês foi o melhor piloto da temporada, fez o papel que deveria em Abu Dhabi, mas faltou pouco para ultrapassar Lando Norris, que fez o que deveria para assegurar a taça.

Com esta distância entre os dois, é seguro dizer que, mesmo com a recuperação incrível, a derrota de Verstappen está na conta dele, especialmente pelos acontecimentos do GP da Espanha. Na ocasião, o tetracampeão teve um momento de completo descontrole ao bater propositalmente em George Russell, levando a punição que o derrubou de quinto para décimo. Ele segue excelente, mas seu momento de mau perdedor foi fundamental nesta derrota.

Piastri amarga terceiro, mas pode usar 2025 como importante lição

Oscar Piastri (Foto: McLaren)

Depois de liderar o Mundial de 2025 por 14 corridas, Oscar Piastri amargou a terceira posição no Mundial, 11 pontos distantes do campeão e companheiro de equipe Lando Norris. É certo que o australiano foi até melhor que o inglês nas últimas duas corridas, mas foi uma recuperação absolutamente tardia, especialmente pelo que viraram suas performances após a famosa troca de posições na Itália que abalou todo o campeonato.

Piastri pipocou, mas quantos outros nomes históricos também não pipocaram? Ele tem apenas 24 anos de idade, 3 temporadas de Fórmula 1 e apenas uma brigando de fato pelo título. O futuro ainda é promissor para o australiano, que pode usar o 2025 de aprendizado assim como Norris fez com 2024.

Bortoleto perde pontos na estratégia, mas tira impressões ruins recentes

Gabriel Bortoleto teve uma grande classificação, mas as coisas não se desenharam de forma boa para o brasileiro em Abu Dhabi. Além de lidar com o porpoising da Sauber, só regrediu durante a corrida, especialmente com a estratégia de apenas um pit-stop da equipe. Em comparação com Nico Hülkenberg, que largou muito atrás, parou duas vezes e saiu com pontos, é um resultado bem decepcionante.

De qualquer forma, Gabi precisava de estabilidade depois dos acontecimentos de Interlagos e Las Vegas. Os pontos não vieram, a derrota para Hülkenberg no campeonato era esperada, mas foi um ano de boas demonstrações com um carro bem limitado de que há coisas relevantes para se colher no futuro.

Tsunoda finaliza passagem tragicômica na Red Bull sem surpreender

Quando Yuki Tsunoda chegou ao Q3 no GP de Abu Dhabi, até o mais desconfiado torcedor da Red Bull criou uma esperança de que o japonês faria algo semelhante a Sergio Pérez em 2021 para tentar contribuir com o título de Max Verstappen. O rádio afirmando que “sabia o que estava fazendo” seguido por um zigue-zague ridículo que rendeu punição é o retrato de uma passagem completamente tragicômica do piloto japonês no time de Milton Keynes.

Tsunoda demorou a subir para a Red Bull e foi preterido até por Liam Lawson justamente por ser um piloto mediano e de teto baixo. Não é ruim, mas não pertence nas grandes ligas e não tem capacidade de mostrar mais do que já mostrou na Fórmula 1. Não vai fazer falta.

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