Norris diz que má fase do início do ano “abriu caminho” para virada por título da F1 2025

Lando Norris explicou que a sequência de corridas ruins no início da temporada 2025 o fez buscar alternativas para melhorar o desempenho, o que culminou com uma segunda metade de campeonato mais forte

Lando Norris acredita que a má fase do início da temporada 2025 da Fórmula 1 “abriu caminho” para a virada que rendeu o primeiro título da carreira. No entender do britânico, a busca por soluções permitiu uma segunda metade de campeonato mais forte.

Norris abriu o ano com vitória no GP da Austrália, mas, depois, passou a sofrer em classificação e não conseguiu repetir o triunfo nas seis corridas seguintes. No GP da Emília-Romanha, sétima parada da temporada, o britânico tinha 13 pontos a menos do que Oscar Piastri, que liderava o campeonato quatro vitórias.

Lando fez as pazes com o triunfo em Mônaco, mas teve um novo revés no Canadá, quando ficou sem pontuar. Antes de férias, o #4 venceu três vezes, mas um abandono em Zandvoort por conta de uma quebra o deixou a 34 pontos de Piastri na classificação.

Nas seis corridas seguintes, Norris pontuou mais do que o companheiro de McLaren e virou o jogo no campeonato, tomando a liderança a partir do GP do México. A partir dali, não mais saiu da ponta até assegurar o título com dois pontos de vantagem para Max Verstappen, que super Oscar na tabela em Las Vegas.

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Lando Norris avaliou que as dificuldades do início do ano foram fundamentais em 2025 (Foto: McLaren)

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“Passei por muitos momentos duros no início da temporada. Mas também tive ótimos momentos: vencer a primeira corrida na Austrália certamente me deu um grande impulso”, disse Norris. “Mas, rapidamente, não tive a melhor sequência de resultados, e Oscar fez um trabalho incrível, estava constantemente na minha frente”, recordou.

“Foram momentos complicados. Acho que, no fim das contas, isso mostra que a consistência ao longo do ano foi o que nos ajudou a conquistar o que conquistamos hoje”, frisou. “Mas esses momentos difíceis, como todos dizem, você precisa aprender com eles, reconhece-los e entende-los. Eu tive de me esforçar muito para expandir o meu grupo, as pessoas com que trabalho na pista e, ainda mais, fora da pista”, seguiu.

Norris frisou que tem um grupo enorme de pessoas trabalhando ao redor dele para poder ter a estabilidade necessária para poder brigar na ponta da F1.

“A quantidade de pessoas que tenho ao meu redor ― não apenas da McLaren, mas de fora: meus amigos, minha família, meus treinadores, pessoas que me ajudam a pensar de maneira melhor e a performar de maneira melhor. Muitas pessoas me permitiram ficar mais calmo, quase tentando não dar atenção à pressão ou só ter desempenho sob pressão e ter a segunda metade de temporada que tive”, reconheceu. “Se olhar para trás, a minha primeira metade de temporada não foi impressionante. Com certeza, cometi alguns erros, tomei algumas decisões ruins. Cometi meus erros, como tenho certeza que todo piloto admitiria. Mas a forma como consegui dar a volta por cima e ter a segunda metade de temporada que tive é o que me deixa orgulhoso. Ter conseguido provar que eu estava errado. Eu tinha dúvidas no início do ano e provei que estava errado. Isso é algo que me deixa muito feliz”, destacou.

Ainda, Norris explicou que decidiu agir quando percebeu que os problemas que vinha enfrentando eram frequentes demais para serem apenas tropeços.

“Honestamente, não consigo lembrar exatamente quando as coisas começaram. Certamente, melhorou muito em meados do caminho ― ali na época de Zandvoort ―, mas, com certeza, começou antes disso. Começou depois que tive uma sequência ruim nas corridas dois, três, quatro, cinco, seis, por ali. Ou, certamente, quando fiquei meio que: ‘Ok, meu jeito não está funcionando. Preciso entender as coisas de uma maneira diferente. Falar com mais pessoas. Preciso entender o que estou pensando, o motivo de estar pensando isso. Por que estou fazendo isso? Por que estou ficando tenso na classificação? Por que estou tomando essas decisões? Qualquer que seja a razão”, comentou Norris.

“Com certeza, a sequência ruim de resultados e a falta de performance ― não falta de velocidade, pois acho que a velocidade sempre esteve lá ―, mas a falta de encaixar as coisas quando eu tinha capacidade de encaixá-las permitiu ou abriu a porta para entender: ‘Ok, preciso fazer mais do que só tentar outra vez no próximo fim de semana. Preciso tentar entender as coisas em um nível mais profundo’”, explicou. “Isso abriu caminho para que eu me entendesse mais, entendesse mais as coisas em nível de campeonato. O nível em que eu precisava estar. Eles são campeões mundiais. E, sim, certamente as dificuldades foram transformadas em força. Então diria que, se não tivesse aquelas dificuldades no início e tivesse tido essas fraquezas no fim, teria pegado isso tão rapidamente? Provavelmente não. Então fiquei grato por ter tido momentos difíceis no início e conseguido dar a volta por cima”, destacou.

“Quando entrei em um bom ritmo nos últimos três meses, quase quando teve mais pressão do que nunca, foi praticamente o momento em que me senti mais confortável e confiante na classificação. Podia ir de conversar com os meus engenheiros e me divertir com os mecânicos para conquistar a pole alguns minutos depois. Então, sim, as dificuldades do início realmente me permitiram destravar o meu potencial”, encerrou.

Calendário F1 2026: quais corridas estarão presentes na nova temporada da Fórmula 1

Fórmula 1 e a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) divulgaram em junho o calendário da temporada de 2026. A categoria manteve os 24 eventos, mas realizou algumas mudanças. A principal é a saída do GP da Emília-Romanha, em Ímola, para a entrada do GP da Espanha, em Madri. Além disso, o GP de Mônaco acontecerá em junho, enquanto o GP do Canadá foi movido para maio, conflitando as datas com a Indy 500. O GP de São Paulo segue no calendário como a 21ª etapa.

Assim como em 2025, a temporada 2026 da F1 tem início em Melbourne, na Austrália, mas agora entre os dias 6 e 8 de março. E a sequência de corridas segue praticamente a mesma, passando por ChinaJapãoBahrein, Arábia Saudita e Miami. A primeira grande mudança acontece já na sétima etapa, com o GP do Canadá

Veja como ficou o calendário da F1 2026.

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