Bearman cita “dor nas costas” e dispara contra carros da F1 2025: “Não vou sentir falta”

Oliver Bearman disse que os carros de 2025 era desconfortáveis e imprevisíveis e torce para que os modelos de 2026 sejam completamente diferentes

Oliver Bearman realizou a primeira temporada completa na Fórmula 1 em 2025, mas nem tudo foram flores. Apesar de ter sido um ano especial na carreira, durante uma coletiva acompanhada pelo GRANDE PRÊMIO em Abu Dhabi, o titular da Haas disse que está feliz pelo fim do campeonato. Afinal, o regulamento atual finalmente chegou ao fim, e ele não terá mais de lidar com um carro desconfortável, que causa dores nas costas dos pilotos.

Na virada de 2021 para 2022, o novo regulamento técnico da Fórmula 1 surgiu como a solução ideal para consertar um problema antigo e profundo: a turbulência dos carros, que impedia que os pilotos andassem próximos uns dos outros. Naturalmente, isso dificultava também as disputas, algo que foi inicialmente corrigido com a volta do efeito-solo.

Porém, o novo conjunto de regras também apresentou problemas e, inicialmente, as equipes sofreram com o porpoising. Houve ainda inúmeros relatos de que os carros eram muito complexos, o que fazia com que os times ganhassem ou perdessem rendimento de uma sessão para outra sem um motivo aparente.

Embora tenha feito três corridas como substituto em 2024, Bearman só formou uma opinião a respeito dos carros após completar a primeira temporada como titular em 2025. Além de reclamar da falta de conforto, o britânico torce para que os carros do regulamento de 2026 sejam melhores.

Oliver Bearman concluiu a primeira temporada como titular na F1 (Foto: Haas F1 Team)

“Não vou sentir falta dos saltos enquanto piloto e do quão desconfortáveis são esses carros, principalmente em pistas como Las Vegas, México e Catar. Se você quiser ter alguma performance, significa que você não vai dormir bem durante a noite, porque as costas doem muito. Então, definitivamente não vou sentir falta desse desconforto. Nunca experimentei nada parecido em carros de corrida. Nunca tive saltos ou problemas como porpoising”, disse Bearman.

“É uma sensação horrível ao guiar o carro porque é difícil de prever o que vai acontecer em termos de performance. Podemos ir para o TL3 com pouco combustível e com uma aderência muito boa, mas é só começar a classificação que o carro começa a saltar e você perde muito tempo de volta porque se perde a confiança na pilotagem. Então espero que os carros da F1 sejam diferentes no ano que vem. Se continuar assim por muito tempo, não sei se no futuro vamos ver alguém com 40 anos pilotando como Lewis e Fernando fazem”, finalizou Bearman.

Fórmula 1 está de férias. Os carros voltam a acelerar de 26 a 30 de janeiro em testes privados em Barcelona. Depois, seguem para o Bahrein para mais duas sessões da pré-temporada: de 11 a 13 de fevereiro e de 18 a 20 de fevereiro. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades da temporada 2026.

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