Albon avalia impacto de Sainz na Williams e admite perda de “tratamento preferencial”

Alex Albon explicou que experiência de Carlos Sainz trouxe nova abordagem ao desenvolvimento do carro e disse que ambos têm tratamento igualitário na Williams

Alex Albon afirmou que a chegada de Carlos Sainz mudou significativamente a cultura e a dinâmica interna da Williams. Segundo o tailandês, a presença de um piloto experiente e vencedor elevou o nível de exigência técnica da equipe e tornou o trabalho mais equilibrado entre os dois lados da garagem.

Sainz chegou à Williams em 2025 após deixar a Ferrari, formando uma das duplas mais experientes do grid fora das equipes de ponta. Para Albon, o impacto vai além da pilotagem e se reflete na maneira como a equipe trabalha. Ele admitiu que tinha preferência até 2024, coisa que mudou com a chegada do espanhol.

“A cultura e a mentalidade são definitivamente diferentes. Sendo totalmente honesto, a abordagem entre nós é muito mais igualitária na forma como a equipe nos trata. Posso dizer que, nos anos anteriores, tinha um tratamento preferencial, principalmente na forma como trabalhávamos juntos. Era mais uma troca de feedbacks, porque tínhamos visões muito parecidas do carro e falávamos praticamente a mesma linguagem”, afirmou Albon.

Em 2025, a dinâmica mudou. Apesar da maior experiência do espanhol, Albon vê semelhanças importantes na abordagem e nos objetivos na pista. Além disso, também destacou que dividir a equipe com um piloto do calibre de Sainz tem sido um desafio positivo, tanto pelo volume de dados quanto pela diversidade de estilos de pilotagem.

Albon perdeu privilégios, mas exaltou impacto de Sainz da Williams (Foto: Gabriel López/Grande Prêmio)

“Carlos é mais experiente, mas, em termos de abordagem, lidamos com as coisas de forma muito parecida. Queremos coisas semelhantes do carro e, normalmente, chegamos à classificação com uma configuração bastante próxima. É ótimo ter alguém assim ao seu lado. Todo piloto diria isso: quando você tem um companheiro de equipe mais experiente, você aprende mais”, explicou.

Segundo ele, essa troca se reflete em ajustes finos na condução do carro, curva a curva. No entanto, ressaltou que o principal aprendizado não está diretamente ligado à pilotagem, mas à forma como o espanhol atua nos bastidores da equipe.

“Há curvas em que você era rápido antes e agora está no mesmo nível, e outras em que precisa aprender, se adaptar, pilotar de uma forma diferente. E tenho certeza de que o mesmo acontece com Carlos”, acrescentou.

“A maior coisa que aprendi com é mais sobre o lado que não envolve pilotar. A maneira como conduzimos as reuniões, desenvolvemos o carro no simulador, organizamos os programas de treinos livres. Dá para ver claramente a experiência dele nesse sentido”, concluiu.

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