Russell minimiza problemas da Mercedes com efeito solo e prevê impacto em 2026
George Russell fez um balanço das últimas quatro temporadas da Mercedes e falou sobre os problemas enfrentados na era do efeito solo na F1
A Mercedes teve muita dificuldade na era dos carros de efeito solo e perdeu muito terreno em relação aos carros do regulamento anterior. George Russell fez um balanço das últimas quatro temporadas e explicou que o conceito da equipe projetar o carro sem sidepods atrapalhou o restante do desenvolvimento nos anos seguintes. O britânico também ressaltou que os problemas enfrentados não vão atrapalhar o desenvolvimento do bólido de 2026.
As flechas de prata passaram a dominar a Fórmula 1 a partir de 2014, quando a era híbrida se iniciou. Até 2021, foram oito títulos consecutivos no Mundial de Construtores. Entre os pilotos, foram seis taças de Lewis Hamilton (2014, 2015, 2017, 2018, 2019 e 2020) e uma de Nico Rosberg (2016).
No entanto, com a mudança nos carros em 2022, a Mercedes venceu apenas seis vezes nos últimos quatro anos e não chegou nem perto de disputar o título. Neste período, ainda viu a McLaren, cliente de motores, conquistar dois títulos de Construtores e um de pilotos.
“Sinceramente, acho que foram regras extremamente desafiadoras para nós. E, obviamente, neste segundo semestre, a Red Bull esteve em um nível muito alto”, declarou Russell.

“Mas se me perguntassem onde estávamos durante as férias de verão, teria argumentado que estávamos em um nível semelhante ao da Red Bull”, apontou.
“E se compararmos com 2023 – a Aston Martin estava à nossa frente e a Ferrari também, mas acabou ficando para trás. McLaren não estava nem perto e encontrou algo realmente espetacular”, recordou.
George acredita que as dificuldades constantes da Mercedes podem ser atribuídas aos contratempos enfrentados com o ambicioso conceito do carro sem sidepods, que foi adotado logo no início da temporada de 2022.
“Creio que tem mais a ver com o ponto de partida. Acho que provavelmente começamos no lugar errado, fomos por um caminho errado e depois tivemos de voltar atrás”, explicou.

“E claramente a Red Bull, logo de cara, teve a menor quantidade de porpoising em 2022 e quase teve uma vantagem de seis ou oito meses sobre todos os outros enquanto estávamos tentando resolver isso”, relembrou.
“Portanto, não acho que os carros de efeito solo vão realmente ter qualquer impacto no próximo regulamento, porque as questões serão totalmente diferentes”, completou Russell.
A Fórmula 1 está de férias. Os carros voltam a acelerar de 26 a 30 de janeiro em testes privados em Barcelona. Depois, seguem para o Bahrein para mais duas sessões da pré-temporada: de 11 a 13 de fevereiro e de 18 a 20 de fevereiro. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades de 2026.
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