Mercedes se anima com sensação de carro de 2026 “melhor na pista do que no simulador”
Diretor de engenharia de pista da Mercedes, Andrew Shovlin afirmou que a sensação boa veio já no dia de filmagens em Silverstone, portanto o foco é adquirir quilometragem
A Mercedes pode até ter mantido a cautela quanto ao desempenho de George Russell e Kimi Antonelli no primeiro dia de testes coletivos da Fórmula 1 em Barcelona, mas a sensação geral foi de que, na prática, o carro está melhor do que o visto no simulador. A afirmação foi feita pelo diretor de engenharia de pista, Andrew Shovlin, que ainda acredita que será possível atingir uma performance próxima da almejada até a Austrália.
Por conta das mudanças no regulamento técnico, a F1 ampliou os testes coletivos da pré-temporada, começando com cinco dias de atividades privadas no circuito de Barcelona, na Espanha. Cada equipe poderá escolher três, e a Mercedes foi uma das que andaram já na segunda-feira, e com os dois pilotos.
Russell fechou o dia 1 em segundo, a 0s5 de Isack Hadjar, que liderou as atividades com 1min18s159, enquanto Antonelli foi o quarto colocado, porém o mais importante em sessões do tipo é a quilometragem rodada e os dados adquiridos que permitem às equipes uma leitura do que ainda precisa ser melhorado. E a primeira impressão da Mercedes foi positiva.
“[A equipe está] bastante satisfeita com o que está sentindo na pista”, disse Shovlin aos jornalistas. “Antes de Silverstone, a experiência era toda no mundo virtual, nos simuladores. E em várias áreas, a sensação na pista está sendo melhor do que no simulador. Isso é certamente encorajador”, garantiu.

Em seguida, o diretor disse que vê a Mercedes “em uma posição muito boa” quanto ao novo motor, que terá a parte elétrica respondendo por 50% da potência. “Ainda há muito trabalho a ser feito”, ponderou.
“Estamos realmente nos estágios iniciais dos testes. Mas tenho certeza de que faremos progressos nos próximos dias, e parece que podemos chegar a um lugar razoável na primeira corrida”, completou.
Shovlin destacou que as simulações de corrida são a prioridade nesse momento, acrescentando, por fim, que o desenvolvimento do motor de 2026 tem sido “um projeto absolutamente monumental”.
“No que diz respeito à unidade de potência [desenvolvida] em Brixworth, a equipe vem trabalhando nisso há anos, um programa muito, muito difícil e desafiador. Há também toda a complexidade que o desenvolvimento do combustível [sustentável] com a Petronas traz. E, no que diz respeito ao chassi, um conjunto de regras completamente novas”, seguiu.
“Além disso, temos todos os novos sistemas eletrônicos, então este é o maior projeto que já realizamos como equipe. Não sabemos qual o nosso desempenho, mas conseguimos manter o carro na pista, o que é ótimo porque esperamos aprender com um bom ritmo. É uma prova, em alguns casos, dos anos de preparação para estes primeiros dias”, encerrou.
A Fórmula 1 realiza até sexta-feira (30) em testes privados em Barcelona. Depois, os carros seguem para o Bahrein para mais duas sessões da pré-temporada: de 11 a 13 de fevereiro e de 18 a 20 de fevereiro. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades de 2026.
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