Chefe da Ferrari vê teste “muito bom” em Barcelona e destaca quilometragem da SF-26

Frédéric Vasseur exaltou volume de voltas como fundamental diante do novo regulamento e destacou que Ferrari ainda precisa aprender muito sobre a SF-26 antes da estreia na temporada

Frédéric Vasseur avaliou de forma positiva os testes da Ferrari em Barcelona e classificou a atividade como um primeiro passo importante no processo de entendimento da SF-26, carro da equipe para a temporada 2026 da Fórmula 1. O chefe da escuderia destacou o volume de voltas completadas como essencial diante do novo regulamento técnico, mas ressaltou que ainda há coisas a serem analisadas antes dos próximos testes, no Bahrein.

Durante os dias no circuito catalão, a Ferrari acumulou uma das maiores quilometragens do teste, com Lewis Hamilton e Charles Leclerc somando cerca de 170 voltas. Para Vasseur, a capacidade de manter o carro na pista e reunir dados representa um marco inicial relevante na preparação para o novo ciclo da categoria.

“Foi um primeiro dia interessante com pneus slicks para nós. Tivemos o dia um em condições de pista molhada, e quinta-feira foi uma sessão muito boa, com algo em torno de 170 voltas no total. Isso é importante para a equipe, para a capacidade de acumular quilometragem e aprender sobre o carro”, explicou.

Vasseur ressaltou que o desafio imposto pelo regulamento de 2026 exige um foco maior em rodagem, já que todos os carros são completamente novos, especialmente no que diz respeito à aerodinâmica, à parte mecânica e à unidade de potência.

Charles Leclerc e Lewis Hamilton somaram mais de 170 voltas em Barcelona (Foto: Ferrari)

“É um enorme desafio para todos. Quanto mais voltas você completa, mais aprende, e isso é positivo. Ainda há muito trabalho a fazer, estamos longe de Melbourne e do início da temporada, mas foi um primeiro passo. E hoje foi um passo muito bom”, afirmou.

Apesar de reconhecer que a performance ainda não é prioridade neste momento, o dirigente destacou que a SF-26 cumpriu o objetivo principal do teste, que era rodar e gerar informações confiáveis.

“Temos muitos pontos para analisar no carro, desde aerodinâmica até mecânica e motor. O gerenciamento de energia é um tema enorme para todos. Você precisa analisar cada parâmetro, e isso leva tempo. A melhor forma de fazer isso é ficando na pista”, concluiu o chefe da Ferrari.

Após os testes coletivos em Barcelona, as equipes terão duas semanas para retornar às fábricas e trabalhar com base nos dados coletados nos últimos dias. Assim, os carros só voltam à pista entre 11 e 13 de fevereiro, durante os testes de pré-temporada, no Bahrein.

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