Ex-chefe da Haas diz que saída da Red Bull foi “momento de sorte” na carreira
Günther Steiner afirmou que ruptura com Red Bull permitiu ida aos Estados Unidos, experiência que acredita ter sido crucial para comandar a Haas na Fórmula 1 e, agora, a Tech3 na MotoGP
Ex-chefe de equipe da Haas na Fórmula 1, Günther Steiner afirmou que a saída da Red Bull, ainda no início da trajetória na categoria, representou um “momento de sorte” que mudou o rumo da carreira. O italiano explicou que a ruptura abriu caminho para trabalhar nos Estados Unidos e deu origem a uma nova fase profissional fora do paddock europeu, mas que foi de grande valia no retorno ao “velho continente”.
Steiner trabalhou na Red Bull em 2005 como diretor de operações técnicas, mas a chegada de Adrian Newey reorganizou a estrutura em Milton Keynes e levou o italiano a migrar para um projeto da marca na NASCAR, entre 2006 e 2008. Segundo ele, a mudança teve peso pessoal importante, já que morar nos EUA era um objetivo antigo, inviável até então por questões práticas e burocráticas.
“Para mim, deu tudo certo. Olhando hoje, aquele foi um momento de sorte, porque abriu a porta para os Estados Unidos. Sempre quis morar lá quando era mais jovem, mas nunca consegui. Você precisa de visto e de uma oportunidade. Aquilo abriu esse caminho e, desde que cheguei, não conseguem mais me tirar daqui”, afirmou Steiner ao portal americano FanAmp.

A ida ao país também impulsionou o lado empresarial. Steiner explicou que abriu uma companhia de manufatura em 2009 e que o projeto cresceu consistentemente ao longo dos anos. Na sequência, argumentou que, sem viver nos EUA e compreender a cultura local, dificilmente teria conseguido atrair investidores para um projeto esportivo de grande porte, como a entrada da Haas na F1.
“Primeiro, abri minha própria empresa. Hoje são cerca de 300 pessoas, o que considero um negócio bastante bem-sucedido”, relatou. “Se tentasse fazer isso na Europa, não teria funcionado. E, sem entender a cultura americana, um investidor de lá não faria negócio comigo”, concluiu.
Steiner foi chefe de equipe da Haas entre 2014 — quando o projeto foi anunciado — e 2023, deixando o cargo antes da temporada 2024, quando o time anunciou Ayao Komatsu como substituto. Atualmente, o italiano atua como CEO e co-proprietário da Tech3, equipe da MotoGP, comandando diretamente o projeto esportivo e empresarial da estrutura francesa no Mundial de Motovelocidade.
Após os testes coletivos em Barcelona, as equipes terão duas semanas para retornar às fábricas e trabalhar com base nos dados coletados nos últimos dias. Dessa forma, os carros só voltam à pista entre 11 e 13 de fevereiro, durante os testes de pré-temporada no Bahrein.
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