Audi destaca importância de combustível na F1 2026: “Pode representar até 0s5”

Para Mattia Binotto, líder do projeto da Audi na F1, o combustível sustentável terá papel fundamental na temporada 2026, podendo representar de 0s4 a 0s5 nos tempos de volta

Os carros da temporada 2026 da Fórmula 1 contam com diversas mudanças, sendo as principais nos motores e na aerodinâmica. Porém, Mattia Binotto, líder do projeto da Audi, destacou outro importante fator: o combustível sustentável. O italiano explicou que dependendo da qualidade do combustível, pode-se ganhar ou perder cerca de 0s4 a 0s5 no tempo de volta.

A grande revolução de 2026 está centrada na reformulação radical das unidades de potência, que agora buscam uma paridade inédita de 50/50 entre o motor a combustão e a propulsão elétrica. Com a extinção do complexo MGU-H, a carga sobre o sistema de recuperação de energia cinética (MGU-K) triplicou, exigindo que os pilotos gerenciem quase 350 kW de potência elétrica de forma estratégica para evitar o apagão das baterias antes do fim das retas.

A mudança é acompanhada pela introdução de combustíveis 100% sustentáveis, um marco que desafia os engenheiros a manterem o alto desempenho dos motores V6 Turbo enquanto reduzem drasticamente a pegada de carbono da categoria. No aspecto aerodinâmico, o conceito de “carro ágil” introduz monopostos 30 kg mais leves e com dimensões reduzidas, visando facilitar ultrapassagens em circuitos estreitos.

Para Binotto, o combustível terá papel fundamental nos tempos de volta da F1 2026, podendo representar cerca de 15 cavalos nas unidades de potência.

Mattia Binotto destacou importância de combustível sustentável na F1 2026 (Foto: Audi)

“O combustível tem um impacto direto no desempenho do motor”, iniciou o dirigente da Audi ao podcast Terruzzi Racconta.

“A diferença entre um combustível de boa qualidade e um de má qualidade pode representar de 10 a 15 kW, ou cerca de 15 cavalos de potência. Em termos de tempo de volta, isso pode significar 0s4, até mesmo 0s5”, explicou.

“Não estamos falando de ganhos mínimos ou de alguns centésimos. Se uma equipe cometer um erro grave ou não desenvolver o combustível adequadamente, pode ficar 0s4 atrás apenas por causa do combustível”, completou Binotto.

Fórmula 1 retorna à pista de 11 a 13 de fevereiro, no Bahrein, para a primeira de duas baterias de testes coletivos da pré-temporada. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades.

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