Sainz pede cautela com regras e manda recado sobre “jogar pedras no próprio telhado”
Carlos Sainz destacou que ainda não tem opinião sobre novo regulamento da F1. Representante da Williams quer esperar algumas corridas para dar opinião
Carlos Sainz ficou em cima do muro quando o assunto foi o novo regulamento da F1, que tem gerado críticas de alguns pilotos, com Max Verstappen sendo o mais vocal entre os que adotaram essa linha de raciocínio. O representante da Williams, além de cutucar os críticos, pregou cautela em relação às normas da temporada 2026.
Sainz avisou que não é partidário de fazer críticas públicas à F1, mas que ainda não tem uma opinião formada sobre os novos regulamentos de chassi, motor e pneus. Quer esperar um pouco mais antes de tomar partido, mas já deixou claro que, caso a situação não seja boa para o espetáculo, é preciso haver “mente aberta” para promover alterações.
“Ainda não tenho posição. Sou da opinião de que atirar pedras sobre o próprio telhado nunca foi algo muito inteligente de se fazer, porque todos vivemos da F1. Sou partidário de criticar no privado; aos que mandam eu digo se me diverte pilotar o carro. E o mesmo vale ao contrário”, disse Sainz.
“Criticar publicamente o esporte, pessoalmente, não me agrada, porque cria um círculo vicioso: os jornalistas usam o que o piloto diz, todo mundo começa a criticar e chegamos a uma corrida e o espetáculo está bom… prefiro esperar”, continuou Sainz.

“Fazer minha avaliação depois de três, quatro ou cinco corridas, em circuitos diferentes e assim por diante. A única coisa que pedi à Formula One Management (FOM) e à Fédération Internationale de l’Automobile (FIA) é que mantenham a mente aberta e que, se tivermos errado em algumas configurações ou calibrações de motor e demais aspectos, tenham abertura para mudá-las e melhorar o espetáculo”, acrescentou.
Sainz deu a entender que grande parte da complexidade da F1 atual não é simples de explicar aos fãs, assim como há coisas que nem os próprios pilotos ainda compreendem. E reforçou que, em caso de críticas, prefere fazê-las internamente.
“Vamos ver. É preciso esperar, ver as corridas e avaliar se isso se confirma ou não. Também não é necessário explicar ao torcedor tudo o que fazemos dentro do carro, porque muitas vezes nem nós, pilotos, entendemos; então imagine os fãs em casa. Há coisas extremamente complexas e complicadas. Também é tecnologia; a F1 sempre foi vanguardista”, pontuou Sainz.
“É preciso esperar. Cinco ou seis corridas, ver como o regulamento se comporta. Ver se são corridas divertidas, mais ou menos. Se nós, pilotos, nos divertimos… E, depois de quatro ou cinco corridas, não se preocupem: serei o primeiro que, se não gostar do que vejo ou do que projeto que isso pode se tornar, serei o primeiro a dizer isso na GPDA (Associação de Pilotos)”, concluiu Sainz.
A Fórmula 1 retorna de 5 a 8 de março em Melbourne, palco do GP da Austrália, abertura da temporada 2026.
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