GUIA 2026: Ferrari encara F1 sob pressão, mas com esperanças no novo regulamento
Enquanto jejum aumenta, Ferrari encara 2026 com altas expectativas após pré-temporada de inovações tecnológicas e extremamente promissora. Scuderia tenta transformar pressão em resultados
Apenas 10 pontos separaram a Ferrari de um título de Construtores em 2024. O cenário para 2025 se desenhava como um sonho: além de finalmente aparentar ter um norte, a Scuderia ainda daria boas vindas ao heptacampeão mundial Lewis Hamilton para fazer dupla com o monegasco Charles Leclerc. Porém, a SF-25 se traduziu em um completo pesadelo. Inúmeros problemas, falta de desempenho, sem vitórias e um distante quarto lugar no Mundial.
Por mais que a Scuderia viva um jejum de títulos que perdura desde a taça dos Construtores em 2008, a pressão é muito diferente quando Hamilton está na garagem. E fica pior ainda quando o campeão registra a pior temporada da longínqua carreira no Mundial: apenas sexto colocado entre os Pilotos, sem sequer subir ao pódio
Muitos imaginaram que a panela poderia explodir no colo do chefe de equipe Fréderic Vasseur, especialmente pela ascensão do time de endurance dos italianos, comandado por Antonello Coletta. Até Charles Leclerc foi ventilado em outras equipes, com uma suposta insatisfação a respeito da falta de competitividade da Ferrari. No fim, quem acabou saindo mesmo foi Riccardo Adami, engenheiro de Hamilton, que foi realocado para uma diferente função interna. Ele será substituído por Carlo Santi.
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O clima de tensão foi razoavelmente abafado com uma pré-temporada positiva, especialmente nos testes realizados no Bahrein. Um dos principais destaques da SF-26 foi o impulso absurdo nas simulações de largada. No regulamento antigo, o motor da Ferrari possuía um turbo menor em comparação com as rivais. Com a eliminação do MGU-H nas novas unidades de potência, a Scuderia descobriu que o turbo menor gira mais rápido, o que facilita a obtenção de pressão de impulso necessária, pois exige menos energia para girá-lo. Logo, os carros usam segunda marcha em curvas onde outros já reduzem para a primeira.
Junto disso, a Ferrari trouxe uma asa traseira inovadora, que, em vez de abrir como no antigo DRS, fazia o flap superior rotacionar 225º, deixando a peça de cabeça para baixo. Porém, o time ainda não confirmou se a inovação estará presente nas primeiras corridas do ano, na Austrália e na China. Também veio uma pequena aleta, posicionada em frente ao escapamento, numa tentativa de usar os gases quentes para melhorar a eficiência aerodinâmica.
O cenário de inovações e novidades trouxe otimismo em Maranello. Charles Leclerc fechou a última semana de testes de pré-temporada com a marca mais rápida da semana no Bahrein. Mesmo assim, o monegasco, que vai para o oitavo ano consecutivo como titular da Scuderia, chama atenção para rivais que podem estar escondendo o jogo.
“É importante não focar demais nos tempos de volta e nos prepararmos para a primeira corrida. Vamos construir passo a passo e tentar entender como extrair o máximo do nosso carro. Temos muitos dados para analisar antes de chegarmos à Austrália. Vamos ver como as coisas se desenrolam quando estivermos lá”, disse Charles.

Pelo lado de Hamilton, o discurso é de “renovado e revigorado” aos 41 anos de idade, mesmo após a pior temporada da carreira. Alexander Albon, da Williams, apontou o heptacampeão como favorito ao título por entender que a nova geração de carros se adapta melhor ao estilo do inglês.
“Não acho que deva dizer isso, mas tenho o meu favorito [ao título]. Creio que seja Lewis. Os carros estão mais leves… Acho que o estilo dele se adapta um pouco melhor a esses carros. Essa sensação de que ele faz as curvas bem fechadas e não foca tanto nas saídas. Não acredito que seja algo ruim nesses carros”, destacou o anglo-tailandês.
Enquanto o jejum só aumenta, a Ferrari encontra em 2026 a oportunidade de transformar a pressão em uma espécie de “pulo do gato” para superar as rivais e reencontrar o caminho das vitórias. Pelo lado de Leclerc, com um dos pilotos mais talentosos dos últimos tempos, mas que sequer tem 10 vitórias na Fórmula 1 pela falta de oportunidades e equipamentos do nível desejado.
Para Lewis Hamilton, também é uma esperança. Aos 41 anos de idade, é certo que o fim da carreira do heptacampeão está muito mais próximo do que o início, e uma Ferrari competitiva é a última chance de tentar se isolar como o maior vencedor da história do esporte, além de colher os dividendos da aposta ousada que fez ao abandonar a Mercedes após 11 anos pela chance de vestir vermelho.
A Fórmula 1 retorna neste fim de semana, de 5 a 8 de março, com o GP da Austrália, abertura da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.
GP da Austrália de F1: veja os horários em Brasil, Cabo Verde, Portugal, Angola e Moçambique:
| Sessão | BRA* | CBV | POR ANG | MOZ |
| Treino livre 1 | 22:30 | 0:30 | 02:30 | 03:30 |
| Treino livre 2 | 02:00 | 04:00 | 06:00 | 07:00 |
| Treino livre 3 | 22:30 | 0:30 | 02:30 | 03:30 |
| Classificação | 02:00 | 04:00 | 06:00 | 07:00 |
| Corrida | 01:00 | 03:00 | 05:00 | 06:00 |
*Horário de Brasília
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