Palou impõe ritmo em St. Pete e vence na abertura da temporada 2026 da Indy
Álex Palou acompanhou Scott McLaughlin e Marcus Ericsson no início, mas encerrou chances da concorrência depois da primeira parada. Caio Collet estreia na Indy com 17º lugar
Álex Palou venceu neste domingo (1) o GP de St. Pete, etapa que abriu a temporada 2026 da Indy. O enredo da 20ª vitória do espanhol na carreira repetiu o que vimos em boa parte desses triunfos: o #10 da Ganassi atacou no momento certo e não deu margem para a concorrência, superando Scott McLaughlin, que foi o segundo pela Penske.
A terceira posição ficou com Christian Lundgaard, que saiu em 12º com a McLaren e chegou a colocar muita pressão sobre o #3 da Penske. Kyle Kirkwood, que largou em 15º com a Andretti, ocupou o segundo lugar nas voltas finais, mas, poupando combustível, não resistiu aos ataques dos rivais e fechou em quarto. Pato O’Ward completou o top-5 com o #5 da McLaren.
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Acidente entre Sting Ray Robb, Santino Ferrucci e Mick Schumacher na volta 1 do GP de St. Pete (Vídeo: Reprodução/IndyCarOnFox)
Marcus Ericsson andou mais da metade da prova em segundo, mas sucumbiu a partir do momento em que precisou usar pneus macios, fechando a corrida em sexto pela Andretti, à frente de Josef Newgarden, que ganhou 16 posições para terminar em sétimo com o #2 da Penske. Romain Grosjean voltou à Indy colocando a Dale Coyne na oitava posição, desbancando Rinus VeeKay (Juncos) e o companheiro de equipe, Dennis Hauger, que completou os dez primeiros em St. Pete.
Caio Collet estreou na Indy com o 17º lugar, subindo sete posições no grid após as 100 voltas de corrida, logo à frente de Graham Rahal, com direito a ultrapassagem na última volta sobre o veterano da RLL. O #4 da Foyt teve uma boa briga com Nolan Siegel da McLaren na parte final. O #6 chegou a atacar o brasileiro na parte final da corrida, mas acabou levando o troco com um ‘X’ na curva 1.

A Indy volta nos próximos dia 6 e 7 de março — sexta-feira e sábado — com o GP de Phoenix, no oval de 1 milha do Phoenix Internacional Raceway, localizado em Avondale, no Arizona.
Como foi o GP de St. Pete da Indy
Antes mesmo da bandeira verde, a corrida já apresentava um ponto estratégico ainda nas voltas de aquecimento. Ficou notado que Scott McLaughlin, Álex Palou, Pato O’Ward, Louis Foster, Kyffin Simpson, Felix Rosenqvist, Christian Lundgaard, Will Power, Christian Rasmussen, Kyle Kirkwood, Scott Dixon, Santino Ferrucci, Graham Rahal, Rinus VeeKay e Nolan Siegel largariam com pneus macios, enquanto Marcus Ericsson, Dennis Hauger, David Malukas, Romain Grosjean, Marcus Armstrong, Sting Ray Robb, Mick Schumacher, Josef Newgarden, Caio Collet e Alexander Rossi optariam pelos duros na primeira prova da temporada. O regulamento determinava dois usos obrigatórios do composto mais macio durante a corrida, com o mínimo de duas voltas em bandeira verde para cada jogo.
A corrida começou às 14h29 (de Brasília, GMT -3), com boa largada de Scott McLaughlin, que se manteve na frente. Marcus Armstrong partiu melhor que Dennis Hauger, David Malukas e Romain Grosjean para assumir o quarto posto, logo atrás de Álex Palou. Não demorou, porém, para a primeira amarela: um enrosco entre Santino Ferrucci e Sting Ray Robb acabou envolvendo Mick Schumacher, e os três pararam na barreira de pneus da curva 4. O #77 da Juncos foi considerado culpado e recebeu um stop & go de 30 segundos.
Collet subiu para 20º aproveitando o acidente, mas perdeu posições na sequência. Scott Dixon foi aos boxes, assim como Rossi, que retornou atrás do brasileiro. No quinto giro, já com pneus duros, o hexacampeão voltou aos pits para trocar o pneu traseiro esquerdo.
A bandeira verde foi agitada na volta 6, com poucas mudanças na relargada. Simpson caiu para 14º, mas recuperou posição sobre Power. Malukas chamou atenção ao fritar os pneus na curva 1. Collet perdeu posições para Rossi, que saltou para 18º, e para Dixon, que iniciou perseguição a Newgarden.
Na volta 8, VeeKay superou Kirkwood e assumiu o 15º lugar. Manteve o embalo e passou também por Power e Simpson, colocando a Juncos na 13ª posição.

Com pneus duros, McLaughlin e Ericsson começaram a abrir vantagem sobre Palou — o sueco tinha 1s2 de frente para o tetracampeão. Armstrong e Hauger vinham na sequência, com Malukas logo atrás, mas o piloto da Penske acertou a roda dianteira esquerda na mureta da curva 3, furou o pneu e escapou na curva seguinte. Sem necessidade de neutralização, o #12 foi aos boxes — assim como VeeKay e Siegel. Rossi parou novamente na volta 16, trocando os macios por duros e retornando entre VeeKay e Siegel.
Tentando acompanhar Newgarden e Dixon, Collet registrou na volta 19 sua melhor marca até então: 1min03s443, andando na mesma casa decimal dos adversários.
McLaughlin mantinha entre 0s6 e 0s7 de vantagem sobre Ericsson, mas Palou começou a reduzir a diferença com bom desempenho nos macios. O espanhol tinha mais de 1s sobre Armstrong. Hauger, Grosjean, Foster, Rosenqvist, O’Ward e Rasmussen completavam o top-10 quando Will Power entrou nos boxes após ficar lento na pista com danos na suspensão.
Foster parou na volta 23 e voltou a usar pneus macios, já cumprindo a obrigatoriedade de dois stints com o composto.
Na volta 28, Rasmussen e Simpson disputavam a décima posição na curva 1 quando houve um toque. O dinamarquês rodou e precisou ir aos boxes. Simpson perdeu posições e caiu para 14º, à frente de Collet. No giro seguinte, O’Ward fez os pneus duros funcionarem e superou Rosenqvist, assumindo o sétimo lugar, abrindo caminho para Lundgaard também ultrapassar.
Rosenqvist e Kirkwood pararam na volta 32, promovendo Rahal e Newgarden ao top-10 momentaneamente. Collet subiu para 12º com a sequência de paradas, inclusive a de Simpson. Na volta 34, foi a vez do carro #4 da Foyt realizar a primeira parada, colocando macios. O’Ward e Lundgaard pararam no giro seguinte — o mexicano passou por cima de uma mangueira durante o pit-stop.
Líder, McLaughlin parou na volta 36, acompanhado por Grosjean, Newgarden e Rahal. Palou assumiu a ponta após a parada de Ericsson, que fez o overcut sobre o #3 da Penske — confirmada apesar de uma leve raspada no muro. A Ganassi passou a formar 1-2 com Palou e Dixon depois da parada de Armstrong.
Palou foi aos boxes na volta 39, no mesmo giro em que Ericsson superou Armstrong. McLaughlin também ultrapassou o rival por fora na curva 11. Com a disputa, Palou retornou à frente do grupo. Dixon parou na volta 40, colocando Foster na liderança momentânea. Logo depois, uma roda solta do #9 provocou nova bandeira amarela.
Naquele momento, o top-10 era formado por Foster, VeeKay, Palou, Rossi, Ericsson, McLaughlin, Armstrong, Kirkwood, O’Ward e Lundgaard. Collet ocupava a 18ª posição.
A liderança foi para as mãos de Palou assim que os boxes foram abertos, com as paradas de VeeKay, Foster, Rosenqvist, Collet, Rasmussen, Rossi, Malukas e Siegel. O brasileiro colocou novos pneus macios, também cumprindo a obrigatoriedade de utilizar dois compostos dessa gama.
A relargada veio no giro 44 com Palou na frente, acompanhado por Ericsson e McLaughlin. Armstrong adotou uma linha mais defensiva na curva 4 para defender um ataque de Kirkwood. Ray Robb, depois da confusão na largada, quase provocou uma nova amarela ao ficar parado na curva 8, mas o norte-americano conseguiu voltar.
A corrida entrou em um modo menos agitado durante o stint. Palou começou a se desgarrar de Ericsson, com 1s5 de vantagem, mas com mais de 2s de frente para McLauglin. Armstrong, Kirkwood, O’Ward, Lundgaard, Hauger, Grosjean e Rahal formaram o top-10. Collet era o 18º, acompanhando Rosenqvist bem de perto.
No giro 55, Palou continuava a abrir para a concorrência e colocava quase 4s para Ericsson, que mantinha os 2s para McLaughlin em uma corrida que não tinha mudança de posições. Na volta 63, o espanhol tinha 10s de frente, mas o sueco começou a sucumbir, vendo a aproximação do neozelandês, que estava 0s4 atrás.
McLaughln atacou Ericsson na abertura da volta 65, com um mergulho na curva 1, que não teve defesa do piloto da Andretti.
A segunda janela de pit-stop começou no giro 66 com Kirkwood indo aos boxes. No mesmo momento, Armstrong tentou passar Ericsson na curva 1, mas espalhou e despencou, abrindo espaço para O’Ward e Lundgaard. O dinamarquês superou o companheiro na curva 4 e passou o sueco na 11.
Ericsson e Armstrong foram aos pits na sequência, enquanto McLaughlin assumiu a liderança no giro 68, quando Palou foi aos boxes — Rahal e Rasmussen também fizeram as paradas. McLaughlin, O’Ward, Hauger e Siegel entraram nos boxes na volta 69, no momento em que o espanhol, com pneus duros e frios, era superado por Newgarden e VeeKay.

McLaughlin saiu do boxes em nono, mas acabou superado por Kirkwood, que veio com pneus aquecidos para executar a ultrapassagem por fora na curva 4 — com direito a um leve contato entre ambos. Newgarden, Veekay e Collet foram aos boxes, praticamente completando a janela de boxes.
Collet voltou dos pits na 18ª posição e com pneus duros. Sofrendo assédio de Siegel, o brasileiro conseguiu dar um ‘X’ após o norte-americano mergulhar na curva 1 na abertura da volta 72 e espalhar.
Em estratégia diferente por conta do furo no pneu na parte inicial da corrida, Malukas fez a parada final no giro 77, enquanto Rosenqvist parou no giro seguinte. Com isso, o top-10 ficou: Palou, Kirkwood, McLaughlin, Lundgaard, O’Ward, Ericsson, Newgarden, Grosjean, VeeKay e Hauger.
Com 20 voltas para o final, Kirkwood baixou a diferença para 5s5, com McLaughlin vindo 1s atrás. A vantagem do norte-americano para o piloto da Penske se manteve nos giros seguintes, mas Palou colocou 6s6 para a concorrência — distância que subiu para 9s com dez para a quadriculada.
Com seis giros para o fim, Kirkwood foi ultrapassado por McLaughlin na curva 11, o que abriu a porta para Lundgaard atacar na 12 e subir para o terceiro lugar. O #27 da Andretti, economizando combustível, logo ficou para trás.
As voltas finais foram de absoluta tranquilidade para Palou terminar a corrida com 15s de vantagem para McLaughlin, que precisou suar para segurar o posto diante da pressão de Lundgaard. Kirkwood, Pato, Ericsson, Newgarden, Grosjean, VeeKay e Hauger fecharam o top-10, com Collet estreando em 17º na categoria, com direito a uma ultrapassagem sobre Rahal na volta final.
Indy 2026: resultado final do GP de St. Pete em São Petersburgo
| 1 | Álex PALOU | Ganassi Honda | 1h52min21s999 | 100 voltas |
| 2 | Scott McLAUGHLIN | Penske Chevrolet | +12.494 | |
| 3 | Christian LUNDGAARD | McLaren Chevrolet | +12.915 | |
| 4 | Kyle KIRKWOOD | Andretti Honda | +25.273 | |
| 5 | Pato O’WARD | McLaren Chevrolet | +26.075 | |
| 6 | Marcus ERICSSON | Andretti Honda | +26.256 | |
| 7 | Josef NEWGARDEN | Penske Chevrolet | +26.421 | |
| 8 | Romain GROSJEAN | Dale Coyne Honda | +28.038 | |
| 9 | Rinus VEEKAY | Juncos Chevrolet | +28.715 | |
| 10 | Dennis HAUGER | Dale Coyne Honda | +29.872 | |
| 11 | Marcus ARMSTRONG | Meyer Shank Honda | +30.468 | |
| 12 | Felix ROSENQVIST | Meyer Shank Honda | +30.810 | |
| 13 | David MALUKAS | Penske Chevrolet | +33.775 | |
| 14 | Louis FOSTER | RLL Honda | +38.039 | |
| 15 | Kyffin SIMPSON | Ganassi Honda | +38.909 | |
| 16 | Alexander ROSSI | Carpenter Chevrolet | +49.612 | |
| 17 | Caio COLLET | Foyt Chevrolet | +1:01.907 | |
| 18 | Graham RAHAL | RLL Honda | +1:03.134 | |
| 19 | Christian RASMUSSEN | Carpenter Chevrolet | +1:03.191 | |
| 20 | Nolan SIEGEL | McLaren Chevrolet | +1 volta | |
| 21 | Sting RAY ROBB | Juncos Chevrolet | +6 voltas | |
| 22 | Will POWER | Andretti Honda | +44 voltas | |
| 23 | Scott DIXON | Ganassi Honda | +60 voltas | |
| 24 | Santino FERRUCCI | Foyt Chevrolet | NC | |
| 25 | Mick SCHUMACHER | RLL Honda | NC |
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