Wolff se diz “dividido” com possível volta de Horner: “F1 carece de personalidades”
Toto Wolff, chefe da Mercedes, sente que a F1 precisa de "personalidades controversas" como Christian Horner e disse que essa presença é boa para o esporte
Mesmo longe dos holofotes da Fórmula 1 desde julho do ano passado, o nome de Christian Horner segue rodeando o mundo do automobilismo com a possibilidade de uma volta à categoria em breve. Com isso, Toto Wolff, um dos grandes rivais do ex-chefe da Red Bull, já está digerindo a ideia de que o britânico pode voltar ao paddock em breve.
O chefe da Mercedes foi perguntado no Japão sobre uma possível volta de Horner à F1 e disse que está “dividido” sobre essa ideia. Ao mesmo tempo que o inglês é um dos grandes rivais que teve na carreira, Wolff entende que a presença de um personagem tão controverso é bom para o esporte.
Recentemente, Horner admitiu que “praticamente conversou com todas as equipes da F1” nos últimos meses. O ex-dirigente da Red Bull teve o nome ligado à Alpine após Flavio Briatore, consultor executivo da equipe, confirmar conversas com o britânico.
“Estou dividido sobre isso. O esporte está sentindo falta de personalidades. E a personalidade dele era claramente muito controversa, o que é bom para o esporte. Eu disse a Fred Vasseur que é preciso ter o bom, o ruim e o feio. E agora só restaram o bom e o feio. O ruim foi embora. Ele quebrou bastante vidro, e esse tipo de coisa tem repercussões no nosso universo. Mas é isso que ele fez a vida inteira, e é o que ele sabe fazer melhor”, comentou Wolff.
O chefe da Mercedes, no entanto, negou ter uma relação amistosa com Horner e disse que muitas coisas que aconteceram entre eles ainda o perturba até os dias de hoje.
“Se não houvesse essa rivalidade competitiva por tantos anos, e se já tivesse passado mais tempo, tenho certeza de que poderia ter saído para jantar com ele e dado boas risadas. Ao longo desses anos, foi tudo muito intenso, muito acirrado, e aconteceram coisas que até hoje não consigo entender por que ele fez”, seguiu Wolff.

“Certamente não desejo nada de ruim para ele, e precisamos reconhecer o mérito um do outro. Não são muitos os chefes de equipe que fizeram o que ele fez. Vejo a situação assim: aconteça o que acontecer, quaisquer que sejam os desdobramentos — seja ele voltando à Fórmula 1 ou não —, estou em paz com isso”, concluiu.
A Fórmula 1 agora entra em hiato após a suspensão dos GPs do Bahrein e da Arábia Saudita e retorna de 1º a 3 de maio com o GP de Miami.
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