Alonso detona recuperação de energia na F1: “Não existem curvas de alta velocidade”

Ao falar do novo regulamento da Fórmula 1, Fernando Alonso explicou que os carros não fazem mais curvas em alta velocidade, uma vez que utilizam o trecho para recuperação de energia

Fernando Alonso está insatisfeito com a situação da F1 2026, e isso não está relacionado ao cenário difícil da Aston Martin. Devido à necessidade de recuperação de energia ao longo da volta, o bicampeão criticou as novas regras e afirmou que os pilotos já não vão mais ao limite e que a categoria deixou de aproveitar plenamente as curvas de alta velocidade, uma vez que esses trechos passaram a ser utilizados para a recarga da bateria.

Assim como outros pilotos do grid, Alonso alertou sobre os problemas do novo regulamento ainda durante a pré-temporada e afirmou que não é necessário ser piloto profissional para guiar os novos carros. A maior frustração, no entanto, ocorreu no fim de semana do GP do Japão.

Embora não ofereça muitos pontos de ultrapassagem, muitos pilotos concordam que Suzuka é um dos traçados mais divertidos da F1. No entanto, alguns afirmaram que, com as novas regras, o circuito japonês já não é tão emocionante. Isso se deve, em parte, à brusca perda de potência dos carros ao longo da volta, especialmente ao contornar a 130R, uma das curvas mais icônicas do calendário.

De acordo com Alonso, a tendência é que boa parte dos circuitos da F1 se torne menos interessante, já que os pilotos não conseguem levar o carro ao limite e precisam reduzir a velocidade nas curvas de alta velocidade para recuperar a bateria.

Fernando Alonso sofre com os problemas da Aston Martin em 2026 (Foto: Aston Martin)

“Acabou. Agora, provavelmente metade dos membros da equipe é capaz de guiar o carro em Suzuka. Como disse algumas vezes, as curvas de alta velocidade se tornaram o ponto de recarga da bateria. Então, você anda devagar ali e carrega a bateria, e depois tem potência total nas retas, então a habilidade do piloto não é mais necessária, não é mais um desafio nas curvas de alta velocidade”, destacou Alonso.

“É difícil melhorar os carros porque o foco estará sempre nas retas e na economia de energia, então seria preciso melhorar o superclipping e as reduções de potência. É algo que precisa ser corrigido, e é bem possível que uma pequena alteração no regulamento melhore a situação, mas em termos de até onde você poderá levar o carro ao limite, isso nunca será visto com esses regulamentos”, finalizou Alonso.

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